O Hot Chip é uma daquelas bandas que vem usufruindo do hype para fazer boas apresentações e recrutar mais fãs pelo mundo afora, especialmente por força do elogiado ''The Warning'', lançado em 2006. Na próxima quarta-feira, o público deve aguardar ansiosamente pelo hit ''Over and Over'', a música mais conhecida do quinteto britânico por aqui, e material do disco novo, previsto para o início do ano que vem.

Criado em 2000, com parceria de músicos de Londres e Leeds, o Hot Chip passou por algumas mudanças e hoje tem em sua formação Alexis Taylor (vocal, guitarra, percussão e teclado), Owen Clark (guitarra e sintetizador), Al Doyle (guitarra, sintetizador e baixo), Joe Goddard (vocal e sintetizador) e Felix Martin (guitarra, sintetizador e baixo).

A veia multiinstrumentalista do grupo revela o gosto pela mistura entre rock e eletrônico, além de variações de outros gêneros, algo que vem acontecendo desde a popularização da internet e composições caseiras. O resultado é algo sacolejante, que acaba por agradar quem gosta de guitarras mas também não dispensa uma boa pista de dança.

O grupo teve uma aparição discreta em 2004, com o álbum ''Coming On Strong'', e ganhou fama mesmo foi com ''The Warning'', lançado no ano passado pela DFA Records, de James Murphy, conhecido por capitanear a banda LCD Soundsystem. O single ''Over and Over'' foi executado à exaustão em rádios de todo o mundo e rendeu ao Hot Chip convites para tocar em grandes festivais, como Glastonbury, Sónar e o próprio Tim Festival.

Enquanto vem ao Brasil, o grupo prepara o disco ''Made in the Dark'', com lançamento previsto para fevereiro do ano que vem. A FOLHA2 conversou por telefone com o guitarrista Owen Clark, na Inglaterra, para saber mais sobre a vinda do grupo e a expectativa em torno do novo álbum, que deve ser introduzido em algumas canções no show da Pedreira Paulo Leminski.

O que você conhece sobre o Brasil e o que acha de tocar por aqui?


Estamos ansiosos, sabemos que as pessoas são bastante amigáveis. Não conhecemos muita coisa, mas sabemos que o povo adora bastante sua cultura, a música e o futebol.

Em Curitiba você vão tocar ao lado de Bjork, Arctic Monkeys e The Killers. Você os conhece, gosta deles?
Sim, vamos ter boa companhia, tocar com Bjork será muito bom. Os (Arctic) Monkeys nós conhecemos de shows que fizemos juntos na Austrália. São uns caras bem legais.

''Over and Over'' é um hit por aqui, a música que as pessoas mais conhecem. Você acha que essa canção pode definir o que o Hot Chip é?
''Over and Over'' é uma música muito popular, as pessoas gostam mesmo dessa música. É, acho que sim, acho que é uma música que pode definir o Hot Chip, porque tem uma mistura de coisas legais, com um som vibrante.

Hot Chip é rotulado pela maioria como ''dance electropop''. Como você mesmo descreveria o próprio som para o público brasileiro?
Temos várias coisas diferentes no mesmo som. A gente procura misturar elementos do rock com tecno, e também gostamos bastante das guitarras do Beach Boys e até mesmo do material do Fine Young Cannibals. Nós misturamos muita coisa diferente, inclusive R&B (rhytm and blues).

Sobre o novo álbum, ''Made in the Dark'', que sai no começo de 2008... Você acha que o som mudou muito desde o último, ''The Warning''?
Acho que o som está mudando sim, está evoluindo. Diferente do ''The Warning'', nesse disco a gente fez muita coisa em casa, então procuramos misturar mais elementos, fazer uma coisa mais caótica.

Você acha que o novo álbum vai soar mais ''rock''?
Sim, o novo disco vai estar um pouco mais frenético, com mais elementos de rock e sim, pode-se dizer que vai estar mais rock.

Vocês pretendem tocar em Curitiba algumas das músicas novas? Que tipo de show as pessoas podem esperar?
Bem, como é nossa primeira vez na América do Sul vamos tocar mais músicas do primeiro álbum e um monte de canções de ''The Warning''. Como é nossa primeira vez vamos tocar mais as músicas que o pessoal na América do Sul conhece. Mas sim, acho que vamos tocar alguma coisa nova também.

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