TIM FESTIVAL 2007 - O que os paranaenses vão ver...
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
O Tim Festival chega amanhã em Curitiba e a ansiedade dos fãs só aumenta com atrações do peso de Bjork, Arctic Monkeys, The Killers e Hot Chip. Enquanto a versão paranaense do festival não chega, os músicos desembarcam por aqui e descansam um pouco depois de apresentações vigorosas em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde o público fez a festa no final de semana.
O Rio é onde o Tim Festival se desenrola por completo. Montado no cartão-postal Marina da Glória, o Tim Village, uma espécie de vila cheia de atrações e bares - bem ''carnival'', um parque de diversões circense -, abrigou os quatro locais de shows de 36 grupos.
O palco mais concorrido nos dois dias de festival no Rio foi o mesmo que abrigou as aprentações do ''Tim Volta'', com Antony and the Jonhsons e Bjork; o ''Novo Rock UK'', com Hot Chip e Arctic Monkeys; e o ''Novo Rock US'', com Juliette and Licks e The Killers. O local tem capacidade para quatro mil pessoas e tinha ingressos esgotados um mês antes das atrações desembarcarem no Rio.
O show de Bjork contou com um grande arsenal de recursos visuais. A artista veio acompanhada de coadjuvantes nada discretos, como um grupo de metais feminino e um músico que operava um computador ''touchscreen'', que mudava de acordo com a equalização dos sons. Nada passou despercebido do público, já que telões mostraram os detalhes. A apresentação, aliás, pode ser vista com mais amplitude a alguns metros do palco.
Inicialmente, Bjork parecia pequena diante de tantos efeitos visuais mas, ao soltar o vozeirão, tornou-se gigante no palco, com composições, em sua maioria, de seu último disco, ''Volta''. Exótica, extravagante, esquisita, seja o que for, a artista mostrou carisma em performance teatral e levantou o público com batidas fortes, especialmente nos momentos finais de sua uma hora e meia de show, com ''Hyperballad'' e ''Pluto'', encerrando com uma espécie de grito tribal de liberdade, com ''Declare Independence''.
A média de idade de vinte e tantos anos do show de Bjork caiu quando muitos dos adolescentes na fila - alguns estavam ali desde manhã, às 9 horas - invadiram a pista para conferir Hot Chip. O grupo britânico tocou pouco, sete músicas em cerca de 40 minutos, mas conseguiu uma boa impressão junto ao público, com canções à la New Order e seu maior hit, ''Over and Over''.
Para os mais jovens, a noite era mesmo do Arctic Monkeys. Alex Turner e companhia foram ovacionados do início ao fim, com todos os hits que fizeram da banda a sensação no último ano, a exemplo de ''I Bet You Look Good on the Dancefloor'' e ''Fluorescent Adolescent''. Simples e direto, com toda aquela dúvida ''amor e ódio'', entre composições mais agressivas e baladas cheias de letras espertinhas, os Monkeys mostraram uma mistura do vigor de 77 com o frescor do novo rock.
O grupo até mesmo apresentou música nova, como ''Nettles'', no entanto, o show pareceu longo demais para os que não são tão fãs assim da banda. Até porque o contato com o público foi mínimo e os dois discos do Arctic Monkeys, muito bons, não são tão consistentes assim para mais de uma hora de apresentação.
Segundo dia - As atrações mais procuradas pelo público na segunda noite de Tim Festival no Rio foram os grupos do ''Novo Rock US'', Juliette and the Licks e The Killers. Muita gente também conferiu o jazz europeu e as atrações rock-eletrônicas, como Spank Rock e Girl Talk, além do tradicional funk carioca.
O destaque ficou mesmo por conta do The Killers. Brandon Flowers, com sua já conhecida elegância de tenor, entrou no palco decorado com motivos de ''Sam's Town'', o segundo disco da banda, e foi logo regendo sua orquestra, dentro e fora do palco.
''When You Were Young'' e ''Bones'', uma coladinha na outra, levantou o público e os saltos de fãs empolgados seguiram com ''Somebody Told Me'' e ''Smile''. O que se seguiu foi uma avalanche de hits - claro, com a presença de ''Mr. Brightside'' - em um show bem mais coeso do que o do Arctic Monkeys. Em Curitiba, a promessa é de grande espetáculo.
O jornalista viajou ao Tim Festival no Rio a convite da Tim.


