TIM FESTIVAL - Som contemporâneo e sem FRONTEIRAS
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de outubro de 2007
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Na edição de 2006 do Tim Festival, houve uma mistura de tribos e gerações, que se revezaram em frente ao palco para ver Nação Zumbi, Patti Smith, DJ Shadow e Yeah Yeah Yeahs. A única unanimidade foi o Beastie Boys, que encerrou o show na Pedreira Leminski. E qual será a banda mais aguardada para o próximo dia 31? Ao que tudo indica, a islandesa Bjork é a que gera mais expectativa.
''Acho que o show que mais quero ver é o da Bjork. Gosto do tipo de show dela, tem um estilo diferente, é uma pessoa alternativa. Acho legal também porque ela consegue mudar o estilo dela com muita facilidade'', explica o estudante Luiz Zavan, de 18 anos. A mesma opinião tem a também estudante Paula Correia, de 17. ''Gosto mais da Bjork porque a música dela é mais legal, o jeito dela também. Ela tem bastante estilo'', afirma.
Mitie Taketani, 41, tem uma loja especializada em quadrinhos em Curitiba e, como todo fã de Bjork, não vai perder a apresentação no Tim Festival. ''Vou porque nunca vi o show e ela é bastante teatral, as músicas têm umas melodias muito fortes e as letras também, quando fazem sentido'', brinca. ''Gosto dessa coisa dela ser meio ópera, meio pop, meio eletrônico. Acho que o show tem que fazer jus aos clipes também, com uma coreografia legal, cenário e iluminação'', completa.
De acordo com o vendedor Rafael Ribeiro, que atende no setor de vendas de ingressos para o Tim Festival na Livrarias Curitiba da Rua XV, a preferência por Bjork é mesmo notável. ''O público que vem aqui comprar ingressos é mais jovem mesmo e o que eles mais comentam é sobre a Bjork'', diz.
Essa ''quedinha'' pela islandesa é confirmada não só na pesquisa feita nas ruas de Curitiba como também na internet. A FOLHA perguntou para os usuários do www.bonde.com.br qual seria a banda predileta na escalação do Tim Festival deste ano em Curitiba e Bjork ficou na frente, com 50% dos votos.
O rock dançante do The Killers e a sensação britânica Arctic Monkeys dividem o segundo lugar na preferência de quem vai no Tim Festival na Pedreira Paulo Leminiski. Na pesquisa realizada pela FOLHA, os norte-americanos ficaram com 29%, enquanto os jovens ingleses tiveram 14% dos votos dos internautas. Já o Hot Chip, que por aqui é mais conhecido apenas pelo hit ''Over and Over'', tem uma base mais modesta de fãs, com 7%.
''Depois da Bjork, o show que mais quero ver é o do Arctic Monkeys. Eles tocam um rock meio retrô, simples e honesto. Eles são bem jovens, têm 19 ou 20 anos, e escrevem bem e tocam bem também'', destaca Zavan. ''Eu gosto do The Killers por causa das músicas indie, por ser rock alternativo e também porque é dançante'', avalia Paula.
Ingressos - A organização não tem ainda um balanço exato sobre vendas e prefere não divulgar a carga total disponibilizada para esta edição do Tim Festival, mas assegura que há espaço para bastante gente. ''No ano passado foram 12 mil pessoas. O Tim Festival tem estrutura para fazer a segurança e tudo mais o que for preciso, seja para mil pessoas ou para a Pedreira lotada'', garante a assessoria do festival. De acordo com a administração do local, a Pedreira Paulo Leminski tem capacidade para 26 mil pessoas.
Os ingressos com preço de meia-entrada para estudantes, no valor de R$ 30, têm sido os mais procurados até agora. ''Dos que vêm aqui, 70% compram para estudante e os 30% restantes compram entrada normal'', afirma o vendedor Rafael Ribeiro, que vende os tíquetes na Livrarias Curitiba da Rua XV.
Por enquanto, segundo a assessoria, não há previsão de esgotamento de ingressos, inclusive para estudantes. A expectativa da organização é de que haja tíquetes com o valor de meia-entrada inclusive no dia dos shows.


