TIM FESTIVAL - 2007 Vai começar grande festa da MÚSICA
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Das Agências 
O TIM Festival começa hoje em São Paulo e amanhã no Rio. fez escolhas oportunas entre as atrações brasileiras para a etapa paulistana do evento, que vai ocupar o Auditório Ibirapuera até a próxima segunda-feira. Com produções detalhistas, envolventes e que denotam autonomia de vôo, Katia B, Cibelle e Toni Platão vivem momentos especiais na carreira. Os ingressos para as noites em que os três se apresentam se esgotaram no primeiro dia de vendas. A expectativa de todos é grande, como contaram num encontro especial com a reportagem do Grupo Estado, na quarta-feira no Auditório Ibirapuera. De gerações diferentes, com álbuns que atestam seu aprimoramento - Espacial (Katia) e The Shine of Dried Electric Leaves(Cibelle) -, as cantoras-compositoras compartilham experiências com o saudoso produtor Mitar Subotic, o Suba (1961-1999), combinam acústico e eletrônico, têm boa repercussão no exterior, até mais do que aqui, já foram comparadas com Bebel Gilberto, e incluem Tom Jobim no repertório. Ambas integram a noite das Novas Divas, no festival, abrindo para a canadense Feist, no sábado, com quem afinam na delicadeza do canto e das melodias. É a voz de mulher mais linda que tem no mundo, derrama-se Cibelle. E ela ainda dança e toca aquela guitarra linda. Adoro, endossa Katia. Elas também compartilham o entusiasmo pela possibilidade de entrar em contato com outros músicos, situação que só um festival propicia.
Platão vem da facção roqueira dos anos 80, manifesta semelhança vocal e facial com Cássia Eller, situação que sempre encarou com bom humor. É da geração de Katia e no álbum Calígula Freejack (2000) contou com o baixista Rodrigo Bartolo (Orquestra Imperial), que vai tocar no TIM com Cibelle. Ele se firmou em 2006 como grande intérprete ao lançar o CD Negro Amor. Seu terceiro trabalho depois do fim do grupo Hojerizah, é calcado em blues, rock e balada. O ótimo show homônimo virou sucesso cult e pode ser visto em versão mais compacta na noite de abertura do TIM Festival, antes de Cat Power e Antony and the Johnsons. Quando estava no processo de ensaiar Negro Amor, que foi um show que acabou virando um disco, não o contrário, já vinha ouvindo muito Antony. Então acho que a sonoridade do meu show, com uso de acordeon, tem a ver um pouco com o som dele, identifica Platão.


