A criatividade explicitada pela Unidos da Tijuca, e a competência da Mangueira foram os grandes destaques do segundo dia de desfile do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. As duas agremiações se juntam a Beija-Flor, Imperatriz Leopoldinense e Vila Isabel como as principais favoritas ao título.
A Tijuca, desde que foi vice-campeã em 2004 e 2005, é a responsável pelas principais novidades mostradas no Carnaval carioca. Além disso, voltou a surpreender com o enredo ''Ouvindo tudo que vejo, vou vendo tudo que ouço'', que abordou a história da música usando Mozart como gancho.
Já a Mangueira, segunda a entrar na Marquês de Sapucaí, mostrou organização e uma perfeita evolução mesmo diante de sua gigantismo (quase 5 mil componentes desfilaram). O enredo Das águas do Velho Chico, nasce um rio de esperança, como é hábito quando a escola se apresenta, foi saudado pelo público aos gritos de ''é campeã''.
Sendo a primeira a se apresentar, a Porto da Pedra sofreu com uma série de problemas com carros alegóricos que atrapalharam o desfile. Tendo com enredo ''Benedita és tu entre as mulheres do Brasil'', a escola atrasou ainda um minutos e vai perderá pontos.
Mesmo contando com a atriz Juliana Paes à frente da bateria, a Viradouro não conseguiu empolar a Marquês de Sapucaí com o enredo ''Arquitetando folias'', sobre a história da arquitetura. A culpa foi da Mangueira, que tinha acabado de se exibir.
A Mocidade Independente comemorou 50 anos com um desfile cheio de brilho e com poucas incorreções. Faltou, apenas, mais empatia com o público. Na arquibancada, a platéia reagiu com pouca empolgação ao enredo ''A vida que pedi a Deus''.
Ontem de manhã, a Império Serrano retornou às origens e fez um desfile agradável, apesar de num patamar abaixo de suas concorrentes principais. Com ''O Império do Divino'', a escola mostrou uma bateria competente e fantasias e alegorias adequadas ao enredo.
A Portela encerrando os desfiles com o enredo ''Brasil marca tua cara e mostra para o mundo'', a Portela mostrou garra, mas a chuva prejudicou a apresentação. A primeira porta-bandeira da escola, Andréia, teve de desfilar descalça porque ficou com medo de cair. Maior campeã carioca com 21 títulos entretanto, a Portlela, há 22 anos não levanta o campeonato.

mockup