DivulgaçãoMel Gibson e Julia Roberts vivem a paranóia de uma suposta conspiraçãoÉ difícil entender o que deu errado em ‘‘Teoria da Conspiração’’, lançado em vídeo pela Warner Home. O roteiro foi escrito por Brian Helgeland, o mesmo de ‘‘Los Angeles - Cidade Proibida’’, a direção é de Richard Donner, responsável pela trilogia ‘‘Máquina Mortífera’’ e o elenco traz dois grandes astros de Hollywood: Mel Gibson e Julia Roberts. Se os ingredientes estão corretos, por que o resultado final virou uma massa embatumada e de difícil digestão para o telespectador?
A explicação mais plausível está no roteiro. Desta vez, Brian Helgeland errou a mão e deixou a receita sem sal e com pouquíssimo fermento. A trama não cresce ao longo do filme. Tudo é muito confuso e falta empatia do espectador com a história que parece ter sido friamente calculada. O que prometia ser um thriller eletrizante não passa de um tiro de festim que se desfaz no ar assim que apertamos a tecla stop do vídeo. Mel Gibson que interpreta Jerry Fletcher, um motorista de táxi paranóico que vê conspiração em cada notícia de jornal, mais uma vez usa e abusa de suas caretas para impressionar.
Já Julia Roberts não sai do trivial. Ela faz o papel de uma advogada por quem Jerry Fletcher é obcecado, e que pode ter uma ligação com o confuso passado do personagem de Gibson. A atriz que estava em baixa antes de ser convidada para interpretar a crítica gastronômica em ‘‘O Casamento de Meu Melhor Amigo’’, deve voltar às comédias o mais rápido possível para não correr o risco de entrar em decadência novamente.
Mas nem tudo é um caso perdido em ‘‘Teoria da Conspiração’’. O filme tem uma dose razoável de adrenalina, algumas revelações surpreendentes e uma ou duas sequências divertidas. Muito pouco fermento para um bolo grande demais. O filme tem, no mínimo, 20 minutos a mais que o necessário. Porém, não deixa de ser uma boa diversão para um sábado à noite ou para uma tarde chuvosa de domingo, quando não se tem nada melhor para fazer. Duração: 136 minutos.

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