Depois dos Strokes, nenhum outro grupo foi mais badalado pela imprensa pop brasileira pop do que o The White Stripes na virada do último ano. Mas se o disco dos meninos novaiorquinos fez juz aos elogios, o material do segundo é uma solene decepção para quem acompanhou linha a linha o carnaval de exaltações.
Não que ‘‘White Blood Cells’’ (Sum Records) seja um trabalho indigesto, pífio, dispensável à primeira audição. Pelo contrário. Mas o rock garageiro cru da dupla de Detroit (EUA), formada pelo carinha Jack White (vocal, guitarra e piano) e pela guria Meg White (bateria e backing vocal), não empolga tanto quando desejaria a turma dos críticos ‘‘maria-vai-com-as-outras’’.
Neste terceiro trabalho, os White Stripes reciclam The Who e Rolling Stones com timbres vocais roubados do Led Zeppelin. Sobram riffs secos para todos os lados. Quem gostar, pode ir preparando o bolso. Na próxima semana, chegam às lojas os dois primeiros álbuns do duo.(N.S)

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