Só se fala deles por aí. The Strokes, o quinteto novaiorquino que tem um brasileiro na formação, é a banda da vez. Depois de entusiasmar a crítica com o lançamento de um single e ''roubar'' a turnê norte-americana do trio britânico Doves, para o qual fez os shows de abertura, os meninos finalmente saltaram do estúdio com seu álbum de estréia.
''Is This It'' importado é o primeiro grande disco de rock do século. Saiu há duas semanas na Austrália e chega ao mercado norte-americano no próximo mês. A gravadora BMG anuncia o lançamento para o Brasil no começo de outubro. O CD traz 11 faixas curtas, uma superando a outra em melodia e fúria. É rock cru, urgente, com vocais levemente abafados e guitarras sem firulas. Nada de programinhas eletrônicos.
''Hard To Explain'', ''Last Nine'', Someday'', ''Soma'' e ''Trying Your Luck'' puxam o carretel de canções impecáveis. The Strokes nasceu há dois anos em salas de colégio. É formado por Julian Casablancas (vocal), Nick Valensi (guitarra), Albert Hammond Jr. (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrisio Moretti (bateria).
Todos têm entre 20 e 22 anos. O último é carioca, de pai italiano e mãe brasileira, mas vive em Nova York desde os 4 anos. Largaram os empregos de balconistas em bares e videolocadoras em fevereiro, quando começaram a empilhar convites para shows e receber elogios da imprensa especializada pelo lançamento do single ''The Modern Age''.
O single era uma demo enviada por um produtor ao selo inglês Rough Trade, que gostou tanto das três músicas que decidiu lançá-la sem qualquer retoque de estúdio. Depois, uma resenha no tablóide New Musical Express, outra na revista Rolling Stone e duas páginas na The Face bastaram para transformar o grupo em sensação da temporada.
O DJ inglês John Peel, o mais famoso do mundo na praia do rock, não ficou trás e botou os meninos para se apresentar em seu lendário programa, onde tocaram quatro músicas. A gravação ao vivo já circula por aí entre os afoitos caçadores de novidades. Os organizadores dos festivais Reading e Leeds, ambos na Inglaterra, também não perderam tempo e escalaram a banda para incendiar a platéia esta semana.
Os garotos tocariam ontem no primeiro e tocam hoje no segundo. Os shows dos Strokes são rápidos, raras vezes ultrassando meia hora. No palco, eles costuman usar ternos como as bandas mod inglesas dos anos 60. Bem, para quem leu essas linhas elogiosas e ficou louco de curiosidade, a recomendação é recorrer à Internet.
O link http://www.click2music.com.au/bpub/thestrokes/listen.html dá uma prévia do que as lojas brasileiras vão receber em outubro fornecendo uma audição exclusiva do repertório do grupo.

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