As mulheres fizeram greve sexual para que os homens desistissem da guerra. O episódio, que teria acontecido na Grécia Antiga, na época da batalha de Siracusa, está retratado na peça Lisístrata. O espetáculo está sendo encenado pelos alunos das oficinas livres de interpretação teatral Os Satyros e conta com a direção de Heitor Saraiva.
Lisístrata, escrita originalmente por Aristófanes, é considerada por muitos estudiosos de teatro como uma das mais importantes comédias gregas. A montagem refere-se à famosa passagem da história grega, quando as mulheres atenienses, revoltadas com as guerras, recusavam qualquer tipo de relação com seus maridos, na tentativa de que eles desistissem das lutas.
A comédia feminista, através de suas mulheres caricaturadas, fala de questões sociais presentes ainda hoje. Conhecido pelas críticas que fazia à política de seu tempo, Aristófanes usou o tom de comédia para falar da guerra.
Os alunos das oficinas Os Satyros estão juntos há três anos, trabalhando sempre em textos clássicos do teatro ou adaptações de grandes autores e poetas, fazendo um teatro essencialmente experimental.
As oficinas da companhia têm como objetivo formar novos profissionais e divulgar a arte do teatro para o público em geral. Este é o terceiro trabalho do grupo, formado por 15 atores, e a primeira montagem dirigida por Heitor Saraiva para as oficinas de teatro Os Satyros.
O diretor tem 26 anos de carreira e já assinou espetáculos como ‘‘Em Familia’’, de Jacques Prevert, ‘‘Ciclos’’, de H.Saraiva’’, ‘‘F. Machado’’ e ‘‘Angélius Prostituto’’, de Heitor Saraiva. Formado e pós-graduado pela Eca de São Paulo, ele já participou e foi premiado em diversos festivais nacionais.DivulgaçãoOs alunos das oficinas de criação Os Satyros são os responsáveis por esta montagem de LisístrataSimone Mattos

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