O Emmy é de ''24 horas'', seriado estrelado por Kiefer Sutherland que, somente em sua quinta temporada, levou finalmente o prêmio máximo da TV norte-americana. Já não era sem tempo. Pode-se considerar esta edição como um prêmio ao ''conjunto da obra'' de ''24 Horas'', da Fox, que concorria em 12 categorias. Afinal, realmente geniais foram as duas primeiras temporadas do seriado que traz o agente secreto Jack Bauer em peripécias em tempo real.
Bauer, o melhor ator dramático da noite, e sua turma, que subiu ao palco do Shrine Auditorium para receber o prêmio de melhor série dramática e o de melhor diretor, desbancaram o favorito da noite, o seriado ''Grey's Anatomy'', da Sony, sobre o dia-a-dia de um hospital de Seattle. Percorrendo a esteira de ''Plantão Médico'', ''Grey's Anatomy'' concorria a 11 estatuetas e praticamente saiu de mãos abanando. A equipe do Seattle Grace Hospital é responsável, ao lado da sensação ''Desperate Housewives'' e ''Lost'', por reanimar uma agonizante ABC. ''Grey's Anatomy'' ficou apenas com o troféu de elenco dramático em cerimônia que tentou primar pela economia de palavras.
Em uma caixa de vidro, um ator seria enforcado caso o evento excedesse três horas de duração. Quem salvou a noite mesmo foi a dupla dinâmica Jon Stewart, de ''The Daily Show'', e Stephen Colbert, ''The Colbert Report''. Os reis do ''jornalismo mentira de verdade'' da América conseguiram ultrapassar os discursos prontos e protagonizar a cena mais hilária da noite. Ambos concorriam e perderam para Barry Manilow: ''Music and Passion'', um totem ao mundo brega, o prêmio de performance individual em um programa. Quando os dois subiram ao palco para entregar o prêmio de reality show de competição, que foi para ''The Amazing Race'', Colbert não perdeu a chance: ''Perder para o Wolverine (o ator Hugh Jackman, que também concorria) tudo bem. Ele tem garras. Mas para o Barry Manilow. Não me conformo.''
Stewart é veterano em Emmy e nesta 58 edição levou o de melhor talk show por sua sátira mordaz ao jornalismo televisivo ''The Daily Show'', da CNN. O produtor, roteirista, comediante e ator voltou ao palco com sua equipe para receber o merecido prêmio de melhor direção de musical ou comédia. A melhor série de comédia foi o hilário ''The Office'', inspirado no seriado homônimo britânico, que satiriza o universo do mundo corporativo, no melhor estilo das tirinhas Dilbert.
A melhor atriz de comédia foi Julia Louis-Dreyfus, a eterna Elaine, a ex-namorada e melhor amiga de ''Seinfeld'', que levou para casa seu segundo Emmy por ''The New Adventures of Old Christine'', da CBS, exibida no Brasil pela Warner. Tony Shalhoub levou o prêmio de melhor ator em comédia por ''Monk''.

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