''Weeds'' é a prova de que o conservadorismo e a mão pesada ainda não tomaram por completo a televisão norte-americana. Porque ''Weeds'' (semente, na tradução) consegue ser engraçado, irônico e incisivo em sua crítica à hipocrisia na família média em uma trama cujo ponto de partida é a... maconha. Sem apelar, sem forçar estereótipos.
A série foi ao ar nos EUA neste ano e a segunda temporada já está em produção. Chegou ao Brasil no último dia 12, no canal GNT, sendo exibido no horário adulto das 23h45.
No primeiro episódio, ficamos conhecendo Nancy Botwin (Mary-Louise Parker -mais rechonchuda e charmosa do que de costume), uma dona-de-casa de trinta e poucos/quase quarenta anos, viúva, que para conseguir criar os dois filhos começa a vender maconha para vizinhos, amigos etc. Seus dois filhos são adolescentes: um que passa o tempo com a nova namorada, tentando achar um lugar seguro para transar, e um garoto que gosta de assistir a um programa sobre caça de ursos.
Eles vivem na pequena e ensolarada Agrestic, na Califórnia, e os outros personagens vão aparecendo. Há Josh, jovem que compra maconha de Nancy para revender. Mas ela impõe algumas regras, entre elas: não vender para crianças. Ele, claro, não obedece.
Há a vizinha controladora, Celia Hodes, que não se conforma com uma das filhas, que é gordinha, e vigia a outra, namorada do filho de Nancy, por meio de câmeras escondidas em bichinhos de pelúcia. E ela desconfia que o marido está tendo um caso com a professora de tênis. Vemos também Doug, um quarentão que é cliente e amigo de Nancy. E há Heylia James e sua família, que são os fornecedores de Nancy. Únicos personagens negros da série, são confidentes de Nancy e dão toque humorístico.
''Weeds'' é seriado de entretenimento, não tem motivação educacional nem assume posição maniqueísta. É bom. E vicia.

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