TEVÊ - Tizuka dirige novela para a Record
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
Marcia Pereira<br> Agência Folha 
No dia 8 de março entra no ar ''Metamorphoses'', a aposta da Rede Record para alavancar a audiência no horário das 20 horas e conquistar o segundo lugar no Ibope, que hoje está nas mãos do SBT. A trama, feita em parceria com a produtora Casablanca, - a mesma de ''A Turma do Gueto'' (líder de audiência na emissora, com 12 pontos de média)-, tem enredo ousado e segredos.
Apesar do mistério envolvendo a história, sabe-se que a novela é um alto investimento da emissora, R$ 120 mil por capítulo. Traz nomes de peso da Globo, como Paulo Betti, Joana Fomm, Luciano Szafir, Gianfrancesco Guarnieri e Zezé Motta, quase todos atraídos pelo prestígio da diretora Tizuka Yamasaki.
A empreitada voa ainda mais alto. Usará uma tecnologia, a High Definition, que encarece quase quatro vezes mais o folhetim. A Globo, que já usa esse sistema há dez anos, só o utiliza integralmente em projetos que podem virar filme, como ''Os Normais''. ''Não tem nada igual na TV'', afirma Joana Fomm, que completa: ''O roteiro é louco e fantasioso. Brinco que é a ''Kananga 2' e que causará o mesmo estardalhaço'', diz referindo-se à trama exibida pela extinta Manchete em 1989.
Outro destaque é o núcleo japonês, que implicará até mesmo em gravações no outro lado do mundo. Tizuka ainda trouxe um ator do Japão para assegurar que os personagens não fiquem caricatos. ''Isso é quase inédito. Só ''Os Imigrantes' (1981) mostrou uma colônia japonesa'', lembra Mauro Alencar, especialista em telenovelas.
A promessa também é de um formato inovador. A história terá um misto de ''reality show'' com ficção, vivido por Talytta Cardoso. A atriz interpretará ela mesma e fará cirurgias reais no nariz e nos seios. E o realismo não pára por aí. A produção já tem mais de 150 horas de operações de verdade em seu arquivo para serem inseridas na novela.
O mistério ainda paira sob a autoria da história, assinada por Arlette Gaudin Siaretta - dona da produtora Casablanca - com o pseudônimo de Charlotte Karowski. Arlette se recusa a falar sobre o assunto. Inicialmente, o escritor Mário Prata seria o responsável pelo roteiro, Arlette diz que ele foi contratado para escrever apenas cinco capítulos. Já o autor declarou que estava insatisfeito com alterações impostas.


