Um fisiculturista que assume os riscos de tomar esteróides para mandar bem nos campeonatos. Um time fuleiro de hóquei na grama submetido a testes que comparam a creatina a exercícios. E o exemplo de um medalhista alijado dos Jogos de 2000 por doping.
''Drogas nos Esportes'', episódio da série ''Ataques ao Corpo'', do GNT, costura três histórias de maneira bastante eficaz, focando o uso de substâncias para melhorar o desempenho dos atletas.
Dentro do ideal olímpico, cada feito esportivo deveria ser um patrimônio da humanidade. A função dos controles antidoping é justamente impedir que um ser humano alcance uma marca que a espécie não pudesse produzir de uma maneira ''natural''. Mas esse conceito muda. A Wada (agência internacional antidoping) liberou recentemente a cafeína, antes banida, por entender que ela não tem um efeito tão decisivo na performance dos atletas. O cafezinho pode ser servido.
Determinados remédios, não. Esse foi o drama do velocista Mark Richardson, prata no revezamento 4x100 com o Reino Unido, em Atlanta-96. Um teste durante um mero tratamento para amigdalite lhe tirou a chance de tentar o ouro em Sydney-00.
Afora a questão da ética, o programa consegue divertir, ao flagrar o tal time de hóquei. Formada por gordinhos, fumantes e bons de copo, a equipe é dividida por um preparador físico. Uns só tomarão o suplemento creatina (permitido pela Wada), outros terão que dar duro nos exercícios. Ao fim de quatro semanas, os resultados surpreendem. Os que ficaram só no remedinho tiveram melhora média de 20%, enquanto a turma do suadouro só aumentou o desempenho em 10%.
Convite ao doping? Não. Basta ouvir o musculoso Chris Hart, fisiculturista, citar o efeito colateral mais leve dos esteróides -''os testículos podem ficar do tamanho de passas''- para o espectador preferir fazer umas flexões.

Serviço:
- Drogas nos Esportes, hoje, às 13 horas, no GNT.

mockup