Tesouros da China: vinda ao Paraná ainda é uma incógnita
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sexta-feira, 06 de junho de 2003
Katia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A diretora da TV Educativa e uma das integrantes do conselho de aprovação de projetos na área de Audiovisual da Lei Rouanet, Berenice Mendes, disse ontem, em entrevista à Folha, que o governo do Paraná estaria tentando buscar recursos para trazer a mostra Tesouros da China e Guerreiros do Xi'an a Curitiba através de um projeto inscrito na lei federal. A lei viabiliza recursos para projetos culturais por meio de renúncia fiscal. ''A informação que tenho é que o projeto já está aprovado'', afirmou Berenice.
No Ministério da Cultura, a informação é de que o projeto existe, mas não foi inscrito pela Secretaria de Estado da Cultura e sim pela própria Brasil Connects, empresa responsável pela mostra no Brasil. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, a empresa propôs o projeto o ano passado, pedindo recursos de R$ 3,3 milhões e já prevendo itinerância pelo Brasil. Ainda de acordo com o ministério, apenas 50% desse montante estariam captados por meio da lei federal. A empresa tem até o final do ano para captar o restante.
A mostra chinesa está em São Paulo desde fevereiro, na Oca, no Parque Ibirapuera e já foi vista por mais de 700 mil pessoas. A visitação para o público encerra-se amanhã e até agora o governo do Paraná ainda não confirmou se a mostra vem ou não ao Estado, conforme anunciado há duas semanas pela primeira-dama e diretora do Museu Oscar Niemeyer (Mon), Maristela Requião. A Folha tentou entrar em contato com Maristela, mas a assessoria de imprensa da diretora do museu disse que ela não vai falar sobre o assunto.
O jogo de empurra-empurra quando o assunto é a mostra chinesa se intensificou ontem, dois dias antes do término da mostra. A Brasil Connects informou também por meio da assessoria de imprensa que acha ''deselegante'' se pronunciar antes do governo paranaense, que é quem está propondo trazer a mostra ao Estado.
A exposição chinesa começa a ser desmontada em São Paulo na próxima segunda-feira e tem, no máximo, 15 dias para ter um destino, já que a Oca deve receber outra importante mostra contendo obras dos últimos 40 anos das artes plásticas inglesas no início de agosto.


