Terra Sonora, o grupo curitibano que se especializou na execução de músicas de várias partes do mundo, dentro de um estilo próprio - não confundir com música folclórica -, estará se apresentando hoje e amanhã, no Teatro da Reitoria.
O espetáculo tem público certo. Num final de semana chuvoso, em meados do ano, os músicos lotaram o Teatro do Paiol. Só não voltaram para lá com esta nova montagem porque a casa não repete os cartazes. ‘‘Foi o que a direção do teatro argumentou’’, disse Plínio Silva, do Terra Sonora.
O som que eles produzem é resultado da pesquisa, transcrição e arranjo de temas tradicionais, feitos por Silva. Como existem gravadoras estrangeiras especializadas nestes registros é através delas que o arranjador consegue levantar o material, cedidos pela loja 801 Discos.
No programa estão um tema da Transilvânia, que fala dos desencontros de um casal de amantes; as músicas festivas e alegres da Mongólia e Madagascar; temas que falam de trabalho vindos da Suécia e Noruega, além de outros que citam as celebrações sociais, religiosas e festivas. Destacam-se neste espetáculo duas composições brasileiras: ‘‘Serra Abaixo’’, moda de viola de Rogério Gulin, e ‘‘Seresta’’, de José Eduardo Gramani.
HerançaComo as canções transformaram-se em heranças orais, passando de pai para filho, não há partituras desses trabalhos. Isso é feito por Plínio Silva, que adapta os arranjos para o grupo.
Terra Sonora é formado por Adriano Mottin (concertina e flautas), Andrea Bernardini (voz, violão, Steel Drum e percussão), Edgard Nogueira (Steel Drum e percussão), Gianpiero Pilatti (flauta transversal e percussão), Liane Guariente (voz e percussão), Rogério Gulin (viola caipira e violão) e Plínio Silva (direção musical, flautas, Steel Drum e percussão).
Críticas

mockup