Terceira geração da companhia
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
O jovem Matheus Nemoto, de 21 anos, é uma das promessas da terceira geração do Ballet de Londrina. Quem o vê no palco, nem imagina que ele começou a dançar apenas alguns anos atrás. Aos 15 anos, ingressou no "Projeto Faces de Londrina", iniciativa de dança inclusiva para crianças e adolescentes de escolas públicas do município e, um ano depois, estava na Escola Municipal de Dança. No ano seguinte, antes mesmo de completar a maioridade, já era integrante da companhia. "Entrei sem saber nada, mas copiava o movimento. Não cansava de estudar, eram até quatro aulas por dia no início." A vocação aliada ao esforço trouxeram rápidos e visíveis resultados, um deles, a aprovação para o Ballet Bolshoi no Brasil, onde ficou somente três meses até voltar à cidade.

Com o retorno, aproveitou novamente a oportunidade de dançar mais uma vez no grupo e já acumula a experiência de um profissional com anos de estrada. "Minha sorte foi a de sempre ter pessoas boas e talentosas ao meu lado me ensinando. Ainda me vejo como um bailarino em construção, que tem uma história longa pela frente e quero continuar com os pés bem firmes no chão para isso", diz, adiantando sonhos como de integrar companhias como o Balé da Cidade de São Paulo e Balé de Israel. Enquanto isso, se desdobra em sua rotina que começa às 6h30 para se preparar para uma manhã intensa de aulas e ensaios. "Há poucos anos não tinha nem ideia de que, hoje, estaria vivendo tudo isso. Aprendi, aqui, a defender a arte que está no coração."


