Terapia pode ser individual ou em grupo
A musicoterapia consiste na utilização da música e de todos os seus elementos - som, ritmo, melodia e harmonia - no tratamento individual ou em grupo. A Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo trabalha com um modelo pouco conhecido no Brasil. Utilizamos um método criado pelo professor Takehiko Akaboshi, premiado nos Estados Unidos pelo trabalho que desenvolve, diz Iukime Watarikita, vice-presidente da entidade. A musicoterapia, completa, é muito difundida nos Estados americanos. Mais de 200 entidades usam a música como tratamento terapêutico. Desta forma, esse prêmio é significativo.
O método professor Takehiko Akaboshi é ativo, explorando a participação efetiva das pessoas envolvidas. No Brasil utiliza-se com mais frequência o método passivo, informa. A musicoterapia ativa convida os pacientes a participar através do som, do canto e da utilização de instrumentos musicais. Existem três fatores que merecem destaque, lembra Iukime. São eles: a relação entre a mão e o cérebro, o fortalecimento das funções respiratórias e o senso rítmico. Nas pontas dos dedos se concentra grande quantidade de células nervosas. O estímulo dessas células fazem com que as condições cerebrais sejam ativadas. Isso, no caso de pessoas portadores de deficiências física ou neurológica, afirma. Nesse trabalho, a musicoterapeuta lembra da necessidade de instrumentos musicais simples, como os chocalhos feitos a partir de embalagens de plástico.
No caso dos idosos, o profissional se atenta principalmente ao fortalecimento das funções respiratórias. A respiração é vital para o ser humano. O canto é ótimo para isso, pois tem a função de abrir o pulmão. Adaptamos a terapia de acordo com a necessidade e a capacidade de cada paciente, assegura. O objetivo, anuncia Iukime, é ativar, bocas, dedos, coração e ritmos através da música. Tem criança que chega aqui sem nunca ter sorrido antes, depois de algumas sessões percebemos que ela já começa a sorrir. Outra coisa muito gratificante é ver uma mão que nunca se mexeu a vida inteira a fazer os primeiros movimentos, afirma. Segundo Iukime, a musicoterapia também pode ser preventiva, principalmente com idosos.
Consultoria: Associação Mineira de Musicoterapia Marília Schembri - Fone: (031) 227-6765. Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia de São Paulo Iukime Watarikita. Fone: (011) 275-6459.





