Terapia do movimento
No verão de 1915 surgiu a primeira escola de dança de salão no País. Madame Poças Leitão trouxe para São Paulo a forma francesa para ensinar a alta sociedade. A academia Escola de Danças e Boas Maneiras Madame Poças Leitão existe até hoje. De origem suíça, a professora começou ensinando tango num colégio de freiras. Casou embaraço na sociedade paulistana. Madame usava um chicotinho como marca registrada, uma maneira de suavizar os erros com um toque sutil e delicado, sem ter que cometer a descortesia de tocar diretamente com as mãos nas pessoas.
A dança de salão agrada, primeiramente, pelo prazer do cavalheiro conduzir a dama e fazê-la sentir-se protegida e o ser mais importante do local. Quando a música começa, o casal busca incessantemente mover-se com precisão, graça e fluência. Há um indissociável lado terapêutico na dança de salão, considerada também uma atividade profilática. O ser dançante cultiva uma imagem mais positiva de si mesmo, torna-se mais confiante e mais organizado.
Como processo terapêutico, a dança de salão aprimora conhecimento sobre o próprio corpo. Outro aspecto a ser destacado é o aperfeiçoamento das qualidades motoras e cognitivas, entre elas: equilíbrio, cinestesia, flexibilidade, alongamento, fortalecimento, relaxamento, coordenação motora e psicomotricidade. É também um meio de comunicação e expressão em dupla que estimula a socialização e espírito de coletividade. (F.F.)





