TENDÊNCIA - 'Vaidade masculina está mais exposta'
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sábado, 28 de outubro de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
O empresário Francisco Gatti, 27 anos, iniciou o hábito de comprar revistas masculinas quando era diretor financeiro em um ponto de vendas de uma conhecida emissora de TV em Nova York. ''Morei durante quatro anos nos Estados Unidos e lá esse tipo de leitura é muito comum, pois a cidade é o centro de muita coisa'', argumentou. E acrescenta: ''Não gosto de futilidades. A partir do momento que o foco das revistas não ultrapassa o da futilidade, deixo de me interessar. Acredito que os assuntos devem acrescentar alguma coisa. Como eu trabalho bastante, acabo tendo pouco tempo para ler, então quero ler algo bom''.
Segundo Gatti, as editoras estão focando seus esforços no aumento da demanda de homens que vivem só. ''Eles acabam buscando esse tipo de apoio nas revistas. É uma coisa que veio com a modernidade. A vaidade masculina está muito mais exposta hoje do que antigamente'', ponderou. Às vezes, Gatti tira as cutículas das mãos e utiliza filtro solar, mas não é adepto de cremes e não faz limpeza de pele. Questionado sobre os possíveis preconceitos, o jovem empresário acredita que deve haver algum tipo. ''Minha namorada se interessa por esses assuntos também. Às vezes ela elogia uma camisa nova que estou usando e pergunta onde eu comprei. Para mim, preconceito tem a ver com frustração, pois pessoa bem-resolvida não liga para isso''. Muito curioso e antenado nas tendências, Gatti busca ler reportagens sobre turismo, opções de restaurantes, moda masculina e algumas entrevistas. ''Independente do objetivo de cada revista, tudo está tão globalizado que acaba sendo uma questão de cultura; você tem que saber sobre todos os assuntos'', disse.


