Arquivo FolhaOtimismoSetenta por cento das empresas pesquisadas consideram que a temporada de janeiro, fevereiro e março será melhor que a do ano passadoCopacabana deixou de ser o paraíso dos argentinos. Em compensação, o Rio, principalmente a zona sul, recebe hoje muito mais turistas norte-americanos e europeus. A redução do número de argentinos e o aumento de europeus que visitam o Rio durante o verão foi constatada através de uma pesquisa da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav-Rio) com 110 empresas do setor.
A pesquisa, realizada entre 16 e 29 de dezembro, revela que a procura dos turistas pelo Rio de Janeiro neste verão ficará pelo menos 10% maior que a do mesmo período em 1997. Entre as empresas pesquisadas, especializadas em recepção de turistas, 70% consideram que a temporada de janeiro, fevereiro e março será melhor que a do ano passado.
A ABAV também consultou a rede hoteleira e constatou que a maioria acredita que a ocupação média ficará acima dos 74% registrados no último verão. Para o carnaval, por exemplo, o índice de ocupações nos hotéis já é de 80% - 65% de turistas estrangeiros. A maior procura na estação, no entanto, ainda é do turista nacional: 60% dos turistas esperados são brasileiros provenientes, principalmente de São Paulo, de Minas Gerais e do Nordeste.
Crescimento Os 40% restantes, segundo a ABAV, são estrangeiros vindos dos Estados Unidos e da Europa, principalmente da Alemanha, da França, da Itália e da Espanha. Apesar de ser o maior pólo emissor da América Latina, a Argentina deixou de mandar turistas para o Brasil. Segundo a ABAV, a valorização da moeda brasileira fez com que, para os argentinos, seja mais barato viajar atualmente para Cancún do que vir para o Brasil.
Para o presidente da Abav-Rio, Luiz Felipe Bonilha, é fácil explicar o aumento do número de turistas norte-americanos e europeus que procuram o Rio. ‘‘Acredito que esse incremento seja um reflexo dos eventos que a cidade sediou em setembro, outubro e novembro do ano passado, quando recebemos o papa João Paulo II e o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton’’.
Em comparação a 96, a avaliação do fluxo de turistas para a cidade em 1997, foi positiva. Das agências pesquisadas, 52% consideraram o ano que passou melhor que 1996. Para 36%, o volume de turistas foi igual nos dois ano, e 46% registraram crescimento de até 10%. A hotelaria apontou o mês de outubro, quando a cidade foi visitada pelo papa e por Clinton, como o melhor do ano, com ocupação superior a 80%.
A expectativa do setor para 1998 é ainda mais otimista: 34% das agências esperam crescimento de 10% e outros 32% apostam em crescimento superior a 30%. ‘‘A liberação dos charters, as promoções das companhias aéreas e os investimentos em marketing para a cidade prometidos pela prefeitura criaram este clima de otimismo’’, justificou Bonilha.

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