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domingo, 06 de setembro de 2015
Caroline Borges<br>TV Press 
Letícia Birkheuer é movida pela diversidade. Aos 36 anos, a atriz se sente cada vez mais disposta e segura para se arriscar em papéis e funções diferenciadas dentro da tevê e do teatro. E através da autoritária Monique, da atual temporada de "Malhação", ela encontrou a oportunidade de interpretar uma personagem mais madura e complexa na televisão. Além de participar de uma das mais antigas produções dramatúrgicas da Globo que, em 2015, completa 20 anos no ar.
"Vai na contramão de tudo que já fiz. É a primeira vez que encarno a mãe de uma adolescente de 18 anos. Isso é outro universo para descobrir como atriz", aponta ela, que foi convidada pelo diretor geral Leonardo Nogueira durante a época dos ensaios de "Nine - Um Musical Felliniano". "Desde 'Império', não tive férias entre os projetos. Emendei a peça e, agora, a novela. Mas, se quero crescer como atriz, não me importo em fazer diversas produções em sequência. Todo ator tem de estar disponível sempre", completa.
Na trama escrita por Emanuel Jacobina, Letícia vive uma exigente professora de Educação Física do colégio Leal Brazil. Mãe da vilã Alina, interpretada por Pâmela Tomé, a personagem mantém uma relação dura e controladora com a filha após ser largada pelo marido sem nada. "É o famoso caso de se projetar nos filhos. Como ela veio de uma relação frustrada, a personagem quer que a filha tenha o êxito profissional e pessoal que ela não teve. Ela quer que a Alina seja uma grande estrela e a melhor em tudo sempre", defende.
Para Letícia, a principal linha de construção da personagem se baseou em suas memórias afetivas da adolescência, mais especificamente do tempo em que era jogadora de vôlei profissional. Assim como Monique, a atriz contou com um técnico bastante rigoroso durante seu período como atleta. "Ele não deixava a gente passar batom ou arrumar o cabelo. Para ele, era uma distração. Cada vez que errava algo, ele pedia algo mais duro, como 50 abdominais, por exemplo. Existia essa cobrança forte porque ele queria que fôssemos as melhores", explica ela, que chegou a ser campeã brasileira de vôlei com sua equipe. "Talvez, tudo graças à insistência e à rigidez dele", completa.
Além disso, Letícia também voltou a nadar para se familiarizar mais com o esporte em cena, contou com o auxílio de uma coach particular e participou dos workshops no Projac, complexo de estúdios da Globo, com Eduardo Milewicz. "Era mais para ganhar entrosamento com o resto do elenco e compreender esse espírito de equipe do esporte. Minhas grandes referências foram a vida mesmo", ressalta.
Foi justamente o mundo do esporte que levou Letícia para o meio artístico. Natural de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, a atriz foi descoberta por um olheiro de moda enquanto jogava vôlei. Após diversos anos dedicados à carreira de modelo, ela estreou na tevê como a vilã Érica, de "Belíssima", em 2005. De lá para cá, participou de projetos, como "Pé na Jaca", "Desejo Proibido", "Cama de Gato" e "Império". Mas foi a trama de Aguinaldo Silva que marcou um amadurecimento profissional para Letícia com o crescimento da repórter Érica ao longo dos capítulos. "Era um personagem pequeno e nem estava na sinopse. Estudei e me dediquei muito para fazer a personagem acontecer. Foi um projeto com um resultado bacana após 10 anos batalhando", valoriza.


