São Paulo - Sangue, muito sangue. Se você é daqueles que se reviram na poltrona do cinema ao ver cabeças decepadas e órgãos mutilados, não vai gostar de ''Conan, o Bárbaro'', que estreia hoje - sobretudo se optar por assistir ao filme em 3D.
Clássico personagem das histórias em quadrinhos do norte-americano Robert E. Howard, Conan já havia sido estrelado por Arnold Schwarzenegger.
Dirigida por Marcus Nispel (''Sexta-feira 13'', 2009), a nova versão está mais para terror do que para aventura, no que depender das cenas chocantes das batalhas.
Fracasso nos EUA -custou US$ 90 milhões e faturou só US$ 20 milhões-, o longa narra a odisseia do guerreiro Conan, interpretado por Jason Momoa, que faz sua estreia no cinema (ele fez a série ''Stargate: Atlantis'').
Na história, Conan enfrenta monstros e rivais para vingar o assassinato do pai e de seu povo. A barbárie só é amenizada com a entrada em cena da bela Tamara (Rachel Nichols), que cria uma conexão entre Conan e seu principal inimigo, Khalar Zym (Stephen Lang) -além de mexer com o coração do valentão.
De cara, o novo Conan já conta a que vem. O filme abre-se num campo de batalha, onde o bebê Conan experimenta o sangue da mãe, antes que o seu leite. Um letreiro prévio informa que, em épocas imemoriais, os necromantes criaram uma máscara que deu poderes especiais ao seu portador. O desejo que ele experimentou de dominar o mundo levou a um levante dos cimérios, que o derrotaram. A máscara foi destruída e seus pedaços dispersos, mas agora outro conquistador está em busca do último pedaço, de posse da tribo de Conan.
Tudo foi formatado para o 3-D, para que a vigorosa figura de Jason Somoa salte da tela sobre o espectador. Para quem curte brutalidade, é um prato cheio. Mas Nispel humaniza seu brucutu - ele não apenas grunhe. Até fala. E, nas cenas de sexo, não nega fogo, o que vai um passo adiante do Conan de Arnold.

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