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É sintomático que a teledramaturgia brasileira passe por um momento de renovação, sobretudo, de seu time de autores. Para a grande maioria dos diretores, isso é um efeito positivo. Além de oxigenar as ideias, junto com a aposta em um novo nome vem a possibilidade das emissoras saírem do que já estão acostumadas a fazer. "Uma coisa puxa a outra. Talvez, se um nome mais conhecido do grande público fizesse uma trama diferente, poderia mais assustar do que causar curiosidade", acredita Denise Saraceni, ainda muito elogiosa ao trabalho desenvolvido por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira na mistura brega e popular de "Cheias de Charme", de 2012.
A renovação no quadro de roteiristas acontece há, no mínimo, 10 anos, e é provocada pelo investimento da Record em teledramaturgia e nas apostas da Globo para as suas novelas das 18 e 19 horas. Entre os nomes, antigos colaboradores, em dupla, ou não, vão tendo a chance de levar seus projetos ao ar. Foi nesse esquema que despontaram nomes como Duca Rachid e Thelma Guedes, João Ximenes Braga e Claudia Lage, Elizabeth Jhin, Christine Friedman e Gisele Joras, entre outros.
Único dos "novatos" do time das nove da Globo, João Emanuel Carneiro é um entusiasta dessa "oxigenação". "A mocinha e a vilã sempre vão existir. Mas no meio disso, tanta coisa pode acontecer. Acho que o público ganha novas opções e olhares sobre o cotidiano que ele gosta de ver nas novelas", analisa o autor de "A Favorita" e "Avenida Brasil". (G.B.)





