Para finalizar a série de temperos básicos, mesmo sem falar do alecrim, da sálvia - mas que são ‘‘especiais’’, já que casam melhor com determinados pratos - pimentas.
Só de condimentos picantes poderíamos ter livros e livros a escrever, com fotos com elas de tops models, em todas as cores, formatos, alturas, sabores. Vou me ater hoje a que considero mais cosmopolita: pimenta-do-reino. Deve chamar-se assim porque de algum reino ela veio. Das arábias com certeza, e entranhou-se no paladar popular do mundo todo. Quando ainda verde - mas aí já bastante sofisticada, deliciosa e cara - poucas pessoas a conhecem. Agora, ela mais velha, pretinha, redonda, creme por dentro, não tem casa que não tenha. Também andaram perseguindo-a e espalhando de maneira ardida e maldosa boatos de que ela faz mal. Principalmente se não for moída na hora, cria as tais aflotoxinas, ou seja, fica rançosa dentro do pacotinho que preguiçosamente compramos no mercado, em pó. Assim faz mal mesmo.
Tendo um pilãozinho, é fácil moê-la na hora. Gosto de quebrar toscamente alguns grãozinhos, com um pouco de sal e alho. Coloco azeite e espalho a mistura em cima de rodelas de batata com 2 cm de espessura. Com a faca faço o desenho do jogo da velha em cada uma delas. Em papel alumínio deixo-as até cozerem, no forno. Abro então o papel e deixo que gratinem. Batatas assim são uma iguaria, perfumadas com a pimenta moída. Se quiser fazer um bom chá para gripe use também pimenta-do-reino e uma roseta de cravo. Pimenta é elemento importante na alimentação e quem a condena ou não sabe usá-la, ou abusa. Se você estiver nervoso, a pimenta te deixará raivoso e, consequentemente, com dor de garganta. Aí, comendo pimenta, você vai sarar. Os homeopatas têm explicação para isso. Apimente-se, mas não abuse. Pimenta é fogo que comemos para realçar o sabor dos alimentos.
http://sites.uol.com.br/delosangeles

mockup