'Temos equipamentos culturais funcionando bem', diz diretor do Filo
Londrina é conhecida e reconhecida nacionalmente como um pólo de produção cultural. Esta afirmação foi dita pelo diretor artístico do Filo, Luiz Bertipaglia. Embora ele reitere que este cenário, na década de 80, era mais evidente devido ao grande movimento de teatro e música, a produção atual cresce a cada ano.
''Muito em função do Programa de Incentivo, mas também pela própria existência do curso de Artes Cênicas da UEL, da Escola Municipal de Teatro, da Escola de Dança, enfim, nós temos vários equipamentos culturais funcionando bem, além dos produtores independentes que também têm feito o seu trabalho'', refletiu.
Segundo Bertipaglia, que atua no FILO desde 1989, sendo desde 2003 na cadeira atual, a movimentação cultural de Londrina não é diferente das grandes cidades ou do mesmo porte. ''Tenho viajado bastante pelo Brasil e até em outros países. Na Espanha, por exemplo, a dificuldade que se tem em produzir cultura é praticamente a mesma que existe no Brasil ou seja, Londrina não está diferente de nenhum outro pólo de produção cultural, com exceção, é claro, de São Paulo e Rio, que têm uma produção cultural para entretenimento'', ponderou o diretor.
Antes da implantação da Lei Rouanet, na esfera federal, e do Promic, na esfera municipal, o festival de teatro encontrava outras alternativas de patrocínio. ''A gente fazia movimento, buscava parceiros fora das leis de incentivo. É possível, e essa discussão tem que ser levantada e aprimorada não só pelo público da produção cultural, dos artistas, mas também com o próprio governo estadual, federal, que dá esse incentivo às empresas'', disse.
Para ele, fazer cultura dentro da realidade londrinense não é fácil. ''Porque você precisa criar uma mão-de-obra específica para isso. Você tem que trabalhar com pessoas que sabem fazer o que é necessário, com produtores ágeis que consigam fazer que a coisa aconteça na hora em que elas precisam acontecer'', salientou Bertipaglia. (L.O.)





