Tem que ser do Porto
Da Redação
O Vinho do Porto será a principal vedete do evento Um Cálice de Porto, que começa hoje em Curitiba. Sabor mais doce e grande teor alcoólico são as características da bebida
Os segredos de uma das bebidas mais nobres do mundo será ofertado em pequenas doses no evento Um Cálice de Porto, que começa hoje em Curitiba reunindo exposições, palestras e um festival de comida portuguesa. A grande vedete é o Vinho do Porto, um dos maiores símbolos da cultura portuguesa, consumido em muitos países. O objetivo principal do evento, promovido pelo Icep (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal), é aumentar o consumo da bebida no Brasil.
O Vinho do Porto foi o primeiro do mundo a ter uma denominação de origem controlada (regras de padrão de qualidade). O que caracteriza a bebida é o sabor habitualmente mais doce e de maior teor alcoólico que o vinho de mesa. Segundo especialistas, o Porto é composto basicamente pelas uvas touriga nacional e tinta cão (que dão a cor vermelha escura e densa), tinta barroca (que dá corpo), tinta roriz e touriga francesa (aroma) e a tinta amarela (teor de açúcar).
Informações como essas poderão ser obtidas em Um Cálice de Porto. Hoje, às 20 horas, no Shopping Curitiba, será aberta a mostra de cartazes e rótulos de Vinho do Porto. E, claro, haverá também degustação da bebida. A maior atração do evento será a réplica em tamanho original do barco Rabelo, embarcação do século passado que era utilizada para transportar as pipas com Vinho do Porto. A exposição estará aberta até o dia 15.
Para os que querem saber um pouco mais sobre o vinho licoroso, o enólogo Luiz Groff fará palestras nos dias 8 e 15, na casa de vinho In Vino Veritas. De 9 a 14, acontece o Festival Gastronômico da Região do Douro, no qual o chef Januário de Freitas vai mostrar algumas iguarias portuguesas no Restaurante Boulevard. Tais como Cabrito à Transmontano, Arroz de Marisco à Moda de Nazaré, enfim, pratos pouco conhecidos no Brasil, mas que devem agradar a todos os paladares.
Excepcionalmente hoje deixamos de publicar a coluna Molho, da articulista Maria de Los Angeles





