A cor característica do solo do Norte do Paraná, resultante da decomposição de rochas basálticas, inspirou o termo “Pé-Vermelho” — uma forma carinhosa de se referir a quem nasce na região. Na 33ª edição do Festival de Curitiba, artistas de Maringá, Londrina e Ribeirão Claro chegam à capital trazendo arte, cultura e reflexões importantes para o evento.

Juntas, as companhias dessas cidades apresentarão cinco espetáculos gratuitos de rua, totalizando 18 sessões, além de protagonizar três das 12 mostras do FRINGE: Mostra Iminente, que traz temáticas sociais urgentes e tangentes, como burnout e as consequências da pandemia de Covid-19, em três espetáculos e duas oficinas formativas; mostra Solos para (Re)existir!, com cinco espetáculos e três mesas redondas que celebram a arte como expressão e resistência, e ainda a mostra de 43 anos do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis, do londrinense radicado em São Paulo Mário Bortolotto, com quatro espetáculos e um show musical. Londrina ainda marca presença no Circuito Independente, com discussões, oficinas e um espetáculo de palhaçaria.

De Ribeirão Claro, município com cerca de 12 mil habitantes, chega o espetáculo infantil "Piá Azul: Onde está o seu coração?," do Grupo Paiol. Com direção de Pedro Ziroldo, a peça usa a cultura para reviver sonhos e amizades esquecidas por meio da história de uma criança curiosa que busca um burrinho que saiba ler e, no caminho, descobre nos detalhes e encontros inesperados os presentes que a vida pode oferecer.

"Como Dançar Junto", espetáculo da Cia Nua, de Londrina, surpreende os transeuntes
"Como Dançar Junto", espetáculo da Cia Nua, de Londrina, surpreende os transeuntes | Foto: Divulgação

De Londrina, desembarcam onze atividades: na rua, os espetáculos "Moridjane", da Cia Moonlight, que celebra as raízes africanas em um mergulho nas tradições e resistências afro-diaspóricas; "Como dançar junto", da Cia Nua (Núcleo Artístico), que surpreende os transeuntes com dança em espaços públicos e "Amma Circo Show", da Cia. AMMA, com palhaçaria clássica.

Na mostra Solos para (Re)existir!, a Cia Os Palhaços de Rua celebra a arte como expressão de resistência com reflexões sobre racismo, opressão e exclusão, com os espetáculos "Leno - Queria Nascer Flor", no qual um grande saco de lixo perambula pelas ruas; "O Pássaro Azul", em que a marionete protagonista adormece e embarca em uma viagem sonho; "Preta do Leite", inspirada no livro “Mitologia dos Orixás”; "Pret(A) - Resquícios De Uma Mulher Só", na qual as histórias de várias gerações de mulheres da mesma família se entrelaçam e "Requiém Para Um Barbeiro", que retrata um jovem envolto por um emaranhado de situações que o oprimem, o enraivecem e o fazem perder a esperança em si mesmo e em tudo ao seu redor.

"Leno Queria Nascer Flor": mais um espetáculo londrinense que integra a programação do Festival de Curitiba
"Leno Queria Nascer Flor": mais um espetáculo londrinense que integra a programação do Festival de Curitiba | Foto: Valéria Félix/ Divulgação

BATE-PAPOS

A mostra ainda vai oferecer três bate-papos gratuitos na CAIXA Cultural: A produção teatral e as políticas públicas para o interior do estado do Paraná; O papel do feminino e da negritude no teatro dos dias atuais e O teatro de rua e seu papel político na ocupação dos espaços públicos com arte e cultura.

No Circuito Independente, Londrina marca presença nas oficinas "Conto pra que tu contes" e "O Jogo na Palhaçaria", no bate-papo "Contar Histórias: Horizontes Para o Maravilhoso" e no espetáculo infantil "O Último Tranco."

Ainda que vindo de São Paulo, completa o time de londrinenses na 33ª edição de Festival, o diretor e dramaturgo Mário Bortolotto, que apresenta, no miniauditório do Teatro Guaíra, a Mostra de 43 anos do grupo de teatro Cemitério de Automóveis, fundado por ele, com quatro peças teatrais e o show da banda Saco de Ratos, da qual é vocalista.

Já Maringá está presente no FRINGE 2025 com a "Mostra Iminente", da LadyLéo Produções Artísticas, com três espetáculos no sistema “pague quanto vale” e duas oficinas gratuitas: "A Fantástica Fábrica de Atrocidades", uma produção interativa com discussões acerca do período da pandemia de Covid-19; Burnout 8760, que faz uma reflexão sobre esgotamento e como vivemos nossas horas utilizando a dança; "Camaradas", que traz uma reflexão sobre política; e as atividades de formação Tecnologia como dispositivo de fabricação de personagens e "A Linha Tênue Entre Movimentos Cotidiano e Dança."

A Mostra FRINGE no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar, CAIXA e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de CNH Capital – New Holland, EBANX, ClearCorrect – Neodent, SEBRAE, Viaje Paraná – Governo do Estado Paraná e Copel – Pura Energia, além do patrocínio especial da Universidade Positivo.

Festival de Curitiba

Os ingressos para o Festival de Curitiba podem ser adquiridos pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br ou na bilheteria física localizada no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L2, Centro Cívico).

A 33ª edição do Festival de Curitiba acontece de 24 de março a 6 de abril, reunindo cerca de 350 atrações em mais de 70 espaços de Curitiba e Região Metropolitana.

Mais informações: @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba

* Com assessoria.

SERVIÇO:

Mostra FRINGE - 33º Festival de Curitiba

Data: De 24/3 a 6/4 de 2025

Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).

Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.

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