Tem Brasil no novo CD de Diana Krall
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sábado, 11 de abril de 2009
Carlos Calado<br> Folhapress 
A música brasileira dá o tom a ''Quiet Nights'', novo CD da cantora e pianista canadense Diana Krall. A própria intérprete define esse álbum como ''uma carta de amor'' dedicada a seu marido, o músico Elvis Costello, e aos filhos Dexter e Frank, de dois anos.
Clássicos de Tom Jobim, como ''Garota de Ipanema'' (transformada em ''The Boy from Ipanema'') e ''Corcovado'' (na versão ''Quiet Nights''), dividem o repertório com standards da canção norte-americana, como ''Where or When'' (Rodgers & Hart) e ''Too Marvelous for Words'' (Johnny Mercer), também em ritmo de bossa.
Contagiada pelos dias que passou no Brasil, no ano passado, Krall até se arriscou a cantar em português, na faixa ''Este Seu Olhar'' (Jobim), mas se desculpa pelas escorregadas na pronúncia. ''Acho que ela não está perfeita, mas foi gravada com o coração'', justifica.
''Seria ótimo se eu conseguisse contratar uma babá brasileira, que também cozinhasse e me ensinasse português e ioga'', brinca.
Segundo a cantora, foi um passeio ao Jardim Botânico, no Rio, que a inspirou a fazer esse álbum. ''Visitei aquele lugar aonde Jobim gostava de ir. Encontrei muita neblina, pássaros, macacos, um lugar mágico, fantástico. Eu me senti em um filme'', conta ela.
''Ali descobri uma faceta do Brasil que eu não conhecia. Acho que a música brasileira costuma ser encarada de maneira estereotipada, sempre associada à praia, ao sol'', diz. Por isso, ao gravar o CD, decidiu tomar outra direção. ''Pensei em algo cinematográfico: um filme em preto e branco.''
O cinema, por sinal, é uma área à qual Krall gostaria de se dedicar mais. ''Já participei de um filme de Woody Allen ''Igual a Tudo na Vida'', 2003, mas meu sonho é fazer uma personagem, num filme dele, que não tenha nada a ver com cantar ou tocar piano.''


