Tem arte ao vivo na ExpoLondrina
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Como se fosse uma galeria de arte, o segundo andar da Casa do Criador está chamando a atenção dos visitantes da ExpoLondrina 2014. Com 68 trabalhos de 40 artistas convidados, o espaço é um colírio para os olhos diante de tantas manifestações artísticas diferenciadas. Escultura, kirigami e pintura são alguns dos trabalhos que podem ser apreciados. Uma novidade este ano é que alguns dos artistas produzem ao vivo no espaço, dentro do conceito de 'live art', uma rara oportunidade das pessoas verem de perto o processo criativo, tirarem dúvidas e até conferirem como uma obra de arte é feita. A mostra ExpoCultura, que tem produção de Edra Moraes, pode ser visitada até domingo, último dia da exposição.
De Cambé, o artista plástico Paulo Serghio encanta com o seu trabalho minucioso de escultura na argila, em que até a textura de couro de animal é possível representar na bota da garota country retratada por ele. De Rolândia, Regina Kempf mostra um pouco da sua arte da pintura em telas de grande dimensão. Também de Rolândia, Edson Massuci consegue transformar papel jornal e cola em verdadeiras obras de arte, como as suas famosas esculturas de Franscisco de Assis. O artista londrinense Angelo Meneghetti, que agora está morando em Itanhaém (SP), volta a mostrar a sua arte de recortar papel e faz retratos ao vivo, feito no papel, a partir da observação dos rostos dos visitantes. O artista Edu Tadeu, de Londrina, demonstra com a habilidade diferentes técnicas de pintura a partir da reciclagem de material. Também de Londrina, a artista plástica Daniella Araujo demonstrou na última sexta-feira a realização de uma pintura com giz seco que é o pigmento da tinta a óleo ou acrílico prensada -, técnica utilizada pelo pintor Degas para fazer as suas famosas bailarinas. "Esse encontro entre os artistas é algo raro e que precisa acontecer mais em Londrina, pois infelizmente as pessoas têm pouco acesso aos artistas e às obras de arte", ressalta.
"Foi uma feliz surpresa. Os trabalhos são lindos e com preços acessíveis. Fiquei encantada e não deixa em nada a desejar do que vemos em importantes feiras em São Paulo", destaca a coordenadora de eventos Alicia Hummel, de São Paulo. A comerciante Vilma Pascon também gostou do que viu: "Vou voltar para trazer a minha filha de 10 anos que adora pintura", afirma. Um grupo de alunos do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, de Assaí, também aprovou a iniciativa.
A idealizadora do projeto Lully Barbero, diretora internacional da Sociedade Rural, diz que a ideia está sendo tão bem aceita que já pode dizer que o evento faz parte da programação oficial da feira.


