TELEVISÃO
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 2009
Márcio Maio<br> TV Press 
Goles de sucesso
Bárbara Paz sempre soube o que queria na tevê: um personagem na Globo. E, depois de oito anos de sua estreia, no reality show Casa dos Artistas, do SBT, finalmente conseguiu. A atriz, que é mulher do diretor Hector Babenco, foi um dos nomes confirmados em ''Viver a Vida'', próxima novela das oito da emissora, prevista para estrear em setembro. Na história, escrita por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, ela encarna Renata, uma aspirante a atriz e modelo que acaba se afundando na bebida por conta da depressão e do desejo de estar sempre em forma.
''Esse é um tipo muito comum nos Estados Unidos, o dos 'drunkoréxicos'. São pessoas que substituem os alimentos por bebida alcoólica. Por isso, meus estudos iniciais estão voltados para essa questão'', explica.
Bárbara mostra já estar completamente interada com o termo ''drunkorexia''. A atriz é capaz de passar mais de dez minutos falando sobre o que leva alguém a adotar esse comportamento e discutindo os riscos de tal prática se tornar tendência no Brasil. Tudo reflexo da empolgação de aparecer no horário nobre em uma das famosas campanhas sociais de Manoel Carlos.
''Vivemos em um mundo onde parece estar na moda se internar em clínica de reabilitação. O Brasil ainda não chegou nesse ponto, mas não dá para dizer que está muito longe'', analisa.
Na trama, Renata tem um relacionamento com Miguel, um dos gêmeos interpretados por Mateus Solano. E, com o término do namoro, passa a se afundar na bebida. ''Com a depressão e a vontade louca de ascensão social, ela se entrega cada vez mais ao álcool'', adianta. Mesmo assim, Bárbara ainda não tem ideia de quando o drama será abordado na história. As primeiras cenas de sua personagem só devem ser gravadas no final do mês. ''Não vejo a hora de começar. Sinto como se fosse minha estreia'', confessa ela, que já participou de um episódio da série Força-Tarefa, interpretando uma integrante de quadrilha de roubo de cargas.
A ansiedade de Bárbara tem fundamento. Há anos a atriz espera uma chance de trabalhar tanto com Monjardim quanto com Manoel Carlos. Com o primeiro, diz, quase fez ''O Clone'', mas o contrato com o SBT para Casa dos Artistas, em 2001, e, posteriormente, para protagonizar Marisol, em 2002, a impediu. Além disso, Bárbara conhece Manoel Carlos há bastante tempo, por conta de seu currículo extenso no teatro. ''Ele me prometeu que um dia escreveria uma personagem para mim. Acho que veio em excelente hora.''
Bárbara marcou presença em três novelas no SBT. Além de ''Marisol'', ela interpretou a descolada Inocência em ''Cristal'', em 2006. E, no ano seguinte, aceitou protagonizar a adaptação brasileira da mexicana ''Maria Mercedez'' que, por aqui, se chamou ''Maria Esperança''.
Para a atriz, essa experiência hoje é valiosa para não fazer feio na nova empresa. ''Não desmereço ninguém. Foi um grande aprendizado trabalhar no SBT e foi o Sílvio Santos quem me deu visibilidade. Mas na Globo é diferente. Lá estão os melhores autores, diretores, iluminadores, enfim, é outra conversa.''


