No Brasil, os filmes ‘‘Dreamgirls’’ (2006) e ‘‘Hairspray’’ (2007) não fizeram muito sucesso. Nos EUA, contudo, foram êxitos que apontaram para a retomada do musical em chave ligada estreitamente à Broadway, da qual veio também ‘‘Chicago’’ (2002), a maior bilheteria norte-americana no gênero (se descontadas as animações com números musicais).
  Bom momento, portanto, para voltar a uma aula-magna sobre o tema, ‘‘Amor, Sublime Amor’’. Em 1961, se dizia que o musical no cinema jamais seria o mesmo depois dessa adaptação, em largos 70 mm espremidos pela tela da TV, do espetáculo ‘‘West Side Story’’, do coreógrafo Jerome Robbins e do dramaturgo Arthur Laurents.
  Era uma transposição de ‘‘Romeu e Julieta’’, de Shakespeare, para as ruas de Nova York. Do filme, que Robbins co-dirigiu com Robert Wise, é difícil passar incólume, ainda hoje, pelo esplendor dos minutos iniciais.
  Primeiro, graças à solução gráfica do designer Saul Bass (que desenhou com Hitchcock a seqüência do chuveiro de ‘‘Psicose’’) para revelar o espaço enquanto a suíte musical de Leonard Bernstein resume os temas da história. Depois, com o silêncio (Deus, lá de cima, observa suas criaturas?) e, com a chegada do som e do movimento, o mundo entendido em forma de musical.

SERVIÇO
- Filme Amor, Sublime Amor
Quando - Hoje, às 19h25
Onde - Telecine Cult

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