TELEVISÃO - Discreta, Gyselle segue como a favorita do 'BBB'
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quinta-feira, 06 de março de 2008
Ana Carolina Rodrigues<br> Folhapress 
Longe do estereótipo dos participantes que costumam fazer sucesso no ''Big Brother'', a piauiense Gyselle continua firme e forte na postura que adotou desde que entrou na casa: passa a maior parte do tempo sozinha e calada, não se expõe em trajes mínimos na piscina e nunca deu vexames alcoólicos nas festas.
Há quem pense - como alguns eliminados desta edição - que tudo não passa de fingimento. Mas nem por isso a ''sister'' deixou de cair nas graças do público. Ela nem parecia estar no último paredão: Juliana deixou o confinamento com 50% dos votos; Marcelo ficou com 47%; e ela, apenas 3%. Em enquetes promovidas na internet, aparece como a participante mais querida do reality show. No Orkut, tem mais de cem comunidades torcendo por ela, e a maior, ''Gyselle Soares BBB 8'' tem mais de 140 mil pessoas.
Até a briga com Marcelo - na última quarta -, ele também dizia estar encantado com a bela e balançado por ela, mesmo sendo homossexual. ''O sucesso de Gyselle pode ser justificado pela identificação que ela desperta. O fato de ela falar errado, por exemplo, ajuda a cativar o telespectador'', diz Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia. ''A Gyselle é a ''estranha no ninho' do programa, e isso atrai o público'', completa. Para o crítico de TV Marcos Petrucelli, a simpatia dos telespectadores pode ser atribuída à maneira como ela se porta na atração. ''A Gyselle parece ser uma pessoa simples, e uma parcela do público a vê como uma menina meiga e pobre. Se voltarmos no tempo e lembrarmos que o brasileiro votou para que o Bambam e a Cida ganhassem edições passadas, não fica difícil entender o sucesso'', fala Petrucelli.
''Já falaram que ela não se solta, mas está sendo verdadeira e prefiro que continue assim a ser alguém que não é'', fala Gyslaine, irmã da ''sister''. Para Irenice Mendes, prima de Gyselle, a garota não é popular só porque evita confusão. ''Ela não precisa criar polêmica. Se ela não ganhar, já sairá vitoriosa porque o Brasil gosta dela'', diz Irenice.
Os ex-companheiros de confinamento de Gyselle divergem sobre o sucesso. ''A Gyselle é praticamente um coqueiro. Todo mundo que eu conheço acha que ela não acrescenta nada'', diz Jaqueline, primeira eliminada do reality. Bianca tem opinião parecida. ''O que acontece é que ela vai para os paredões com pessoas que têm muita rejeição'', diz a ex-''BBB''. Thalita sai em defesa da amiga. ''Ela é doce e escuta os outros. A Gy tem uma história de vida diferente da dos demais. É natural que o público se identifique e queira protegê-la'', diz.
Dentro da casa, enquanto os outros confinados sempre se mostraram desconfiados do tipo ''boa-moça'' da bela, ela tinha em Marcelo um aliado. Tudo mudou na última quarta, quando os dois brigaram e ele chegou a ameaçá-la, dizendo que contaria o que ela fazia fora do Brasil para ganhar a vida. Segundo Gyslaine, na Europa, sua irmã trabalhou como doméstica e babá. ''Depois de participar do reality show ''Ilha da Tentação' na França, ela também trabalhou como modelo.'' Para Irenice, Gy deveria ficar longe de Marcelo. ''Ele quer causar polêmica com qualquer um'', diz.
Gyselle nasceu em Teresina, mudou-se para o Maranhão e começou a trabalhar cedo. Para ajudar a mãe e os três irmãos, resolveu ir à Europa, onde passou quatro anos. Até entrar no ''BBB'', namorava um ator francês.


