TELEVISÃO - Crescem as apostas sobre o final de 'Belíssima'
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de julho de 2006
Patrícia Villalba<br> Agência Estado 
A gente já sabe quem vai casar, quem vai ser preso por racismo e quem vai se assumir lésbica. Mas falta saber o principal: quem armou o diabólico plano contra a fábrica de lingeries ''Belíssima'' e, supostamente, sua dona, Júlia Assumpção (Glória Pires), na novela das 9 da TV Globo. Diz-se ''supostamente'' porque na trama escrita por Silvio de Abreu e que termina amanhã até mesmo a heroína é suspeita de ser a vilã.
Para quem andou meio desligado nos últimos sete meses: Júlia comandava o império de peças íntimas montado por sua avó Bia Falcão (Fernanda Montenegro) em cima da imagem de sua mãe Stella (que é só um fantasma, até agora sem intérprete). Stella foi uma modelo, a tal belíssima, que morreu num acidente deixando os filhos pequenos além de Júlia, Pedro (Henry Castelli) para serem criados pela avó. Bia passou a vida toda fazendo pouco caso da neta, culpando-a por não ter herdado o brilho da mãe. Com a auto-estima à míngua, Júlia conhece o belíssimo André (Marcello Anthony) que, agora se sabe, tentou e conseguiu dar um golpe do baú.
O caso é que não foi um golpe do baú qualquer, mas um golpe do baú montado por Silvio de Abreu. Teve tiros com destinatário errado, carros explodindo, gente voltando do além. Só não se sabe por quê. André, agora em fase de recuperação da canalhice e com a possibilidade de terminar a novela como bom moço, falava ao telefone com um personagem misterioso, que dava as ordens na execução do plano contra Júlia. Quem é?
Para 37,2% dos internautas que visitaram o portal da Agência Estado nos últimos dias e responderam à enquete sobre a novela, é o querido tio Gigi (Pedro Paulo Rangel). Tem contra si a cena em que foi flagrado desligando o telefone ao mesmo tempo que André, que deu a impressão de que os dois estariam conversando. Mas será que Gigi teve mesmo tempo de armar planos sofisticados enquanto administrava a vaidade das tresloucadas vedetes para quem escreveu um show?
Na brincadeira de suposição, o segundo lugar não por acaso é a opção ''tudo pode acontecer'', que teve 24,06% dos votos. Ornela (Vera Holtz) levou 16,17% e o ''escroque'' Medeiros, 9,17%. De sexta-feira, dia 30, até a noite de terça-feira, 6.311 pessoas votaram.
E para a maioria dos internautas, o filho rejeitado da malévola Bia Falcão é mesmo o açougueiro Fladson (Marcelo Médici), que teve 34,86% dos votos. Ele é seguido pelo borracheiro Pascoal (Reynaldo Gianecchini), com 21,37%, e André, que ficou com 13,79%. É um pouco fantasioso pensar que seria André, uma vez que o moço andou frequentando os lençóis não só de Júlia, mas também da filha dela, Érica (Letícia Birkheuer) o que configuraria incesto, a não ser que o autor tivesse alguma carta extra na manga. É o mesmo caso da hipótese de que seja Vitória (Cláudia Abreu), porque ela foi casada com Pedro, neto de Bia.
Pascoal é cotado porque andou lamentando com Jamanta (Cacá Carvalho) o fato de ser órfão. Pode ser uma pista. À boca miúda, Jamanta também é apontado como filho da megera, mas Silvio descarta: ''Ele já foi filho da Cleyde Yáconis em ''Torre de Babel'', lembra?''
Fladson é mesmo a solução mais coerente, porque poderia ter sido criado como filho da própria funcionária que o recebeu no orfanato, Tosca (Jussara Freire). Mas será que assim não fica fácil demais? Outra pista assumidamente lançada pelo autor que, claro, só não diz se ela é verdadeira ou falsa. Silvio, aliás, tem sentido um certo incômodo com a força da especulação que se montou em torno do final da novela nesta semana. Diz que não acha justo com o telespectador, que deveria ter resguardado o seu direito de surpresa.


