São Paulo - As barraqueiras Flora (Lívia Falcão), de ‘‘Eterna Magia’’, Elvira (Nívea Stelmann), de ‘‘Sete Pecados’’, e Dinorá (Isabela Garcia), de ‘‘Paraíso Tropical’’, são capazes de armar as maiores confusões em nome do amor.
  Mas, além de dar um tom divertido às tramas globais, as rainhas do barraco são armas dos autores para conquistar o público das novelas. ‘‘As barraqueiras funcionam como a voz do telespectador, que não pode dizer tudo o que pensa. Aquela dona-de-casa que brigou com o marido ou foi traída, por exemplo, sente-se vingada quando a Dinorá parte para cima do Gustavo [Marco Ricca]’’, afirma Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia.
  Apesar de terem perfis parecidos – são mulheres comuns e lutadoras – as três descem do salto por motivos diferentes. A baiana Flora arma barraco por causa do machismo do marido. Já Dinorá compra briga para reconquistar o ex, e Elvira faz de tudo para levar o noivo para o altar.
  A vendedora de cosméticos, aliás, vai causar uma revitravolta na vida de Régis (Malvino Salvador), nos próximos capítulos de ‘‘Sete Pecados’’. A suburbana vai desconfiar de que está grávida e comprará briga com o lutador Popó – que fará uma participação na novela – para proteger o noivo.
  A genética pode justificar o sangue quente de Dinorá. A influência da mãe, a síndica Iracema (Daisy Lucidi), que vive às turras com Virgínia (Yoná Magalhães), não pode ser negada: as duas adoram fazer barracos em família. Tanto que, depois de ajudar a mãe a se vingar da ex-vedete, Dinorá contará com os filhos para se aproximar do ex.

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