Você conhece o caso daquela celebridade que quer preservar a vida pessoal, mas aparece na capa da revista com seus filhos pequenos? E daquela atriz que detesta paparazzi, mas quando precisa divulgar projeto novo na TV ou no teatro sai desesperada em busca de espaço na mídia? Mais: o que dizer do ator que se envolve em problemas com a justiça e cai no ostracismo? É justamente em torno desse mundo que envolve glamour, egos e muito, mas muito dinheiro, que gira a série Dirt, que estréia domingo (16) no People+Arts, às 22h.
A série traz de volta às telinhas Courteney Cox, a eterna Monica da sitcom Friends. Ela vive Lucy Spiller, a editora-chefe da revista Dirt, especializada em escândalos de Hollywood. Sem escrúpulos e obcecada pelo trabalho, Lucy não mede esforços, nem dinheiro, para conseguir boas histórias - ainda que isso signifique a destruição de uma carreira, ou mesmo de uma vida.
A relação conturbada entre artistas e tablóides fica clara quando um ator em decadência é procurado pela revista e, em troca de um editorial positivo - que lhe rende uma participação num filme -, entrega os podres de uma colega cuja carreira está em ascensão. ''Os tablóides alimentam nossos instintos mais básicos. O que os artistas fazem é explorá-los assim como eles nos exploram'', define Courteney.
Mas o destaque do primeiro episódio mesmo fica para o ator inglês Ian Hart, que vive o paparazzo Don Konkey. O fotógrafo faz de tudo para conseguir imagens exclusivas, seja se embrenhar no meio do mato, seja utilizar câmeras escondidas.
Briga boa mesmo Don trava com sua própria cabeça: esquizofrênico funcional e avesso a tratamento médico, ele se mantém lúcido tomando um verdadeiro coquetel de remédios e tenta fazer o seu trabalho mesmo quando passa por surtos de alucinação.
A primeira temporada da série contará ainda com participações especiais, entre elas Jennifer Aniston e Vincent Gallo. Nos Estados Unidos, onde o programa foi visto por 2 milhões de telespectadores, ainda que transmitido em um canal de TV a cabo, e garantiu a produção da segunda temporada, o mundo por trás do glamour parece ter entrado no gosto popular. Resta saber se no Brasil o fenômeno vai se repetir.

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