Telas de lona de José Bechara
DivulgaçãoO artista plástico José Bechara trabalha com lonas de caminhão tingidas por esponjas de açoObras feitas de lonas velhas e gastas de caminhão. O trabalho de José Bechara começa a ser mostrado dia 30 de setembro, às 18 horas, no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba. O carioca Bechara chega a Curitiba junto com o crítico de arte do Rio de Janeiro Luiz Camillo Osório. Ambos ministrarão, no auditório do museu, uma palestra com o tema ‘‘Pintura Contemporânea’’, que acontece dias 29 e 30, às 14h30.
Considerado uma das grandes revelações da pintura brasileira, José Bechara foi obrigado, pelo médico, a abandonar os solventes e a tinta a óleo. O fato deu-se em 1992, devido a uma hepatite.
Assim, o artista teve uma iniciativa inusitada, trabalhando de maneira metódica em suas telas obtidas a partir de velhos encerados usados para cobrir cargas de caminhão.
Elas são esticadas no chão de seu atelier, em Santa Teresa, e cobertas com camadas de esponja e aço que, regadas diariamente com água, transformam-se em obras de arte coloridas por diversos tons originários da ferrugem da esponja. Os pigmentos tem sua intensidade controlada por meio da aplicação de resinas nos resíduos oxidados na tela.
A exposição de Bechara, em Curitiba, reunirá telas de diversas dimensões, algumas chegam a medir 4,60x3,64. Aqui, o pintor sem pincel, como é chamado, mostrará um pouco do que descobriu num posto de gasolina à beira de uma estrada.
No chão, uma lona de caminhão aberta, mostrava as marcas do uso. Quando viu este material, o artista começou a imaginar formas de utilizá-lo em sua arte. O que lhe interessa são os sinais do uso, as marcas das cordas dos objetos que tiveram contato com a lona, além da oxidação.
Exposição José Bechara. Museu Alfredo Andersen, Rua Mateus Leme, 336. De 30 de setembro a 25 de outubro. Palestra de José Bechara e Luiz Camillo Osório sobre pintura Contemporânea no Museu Alfredo Andersen. Dia 29 e 30 de setembro, às 14h30. Inscrições abertas no local.

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