Nova York - Ela era e a estrela da noite de terça-feira (8). Mas a garotinha de expressão feroz, com um cesto de flores vermelhas nas mãos, como lembrava Peggy Rockefeller, não seduziu tanto assim os compradores que lotaram o salão da Christie's - depois de dois minutos de disputa, essa obra da fase rosa de Picasso foi arrematada ali por US$ 115 milhões, ou R$ 411 milhões.
É uma bela soma, mas longe do recorde de US$ 179,4 milhões batido por uma tela do espanhol há três anos. Em todo caso, esse já é o melhor ano em vendas para Picasso em toda a história, com mais de US$ 300 milhões, quase R$ 1 bilhão, em telas dele vendidas.
Mas a disputa mais acirrada foi pelas "Ninfeias em Flor", de Claude Monet. Foram os mais longos 14 minutos da história, em que a tela que mostra o lago do jardim do pintor no fim de tarde saltou de US$ 38 milhões para US$ 84,7 milhões, ou R$ 302 milhões, batendo seu recorde de US$ 81,4 milhões de dois anos atrás.
Monet, aliás, foi um dos artistas mais cobiçados da chamada venda do século. Na mesma venda, outras telas dele faturaram mais US$ 55,5 milhões, ou R$ 198 milhões.
No lugar da mocinha brava pintada pelo cubista, outra mulher retratada por Matisse bateu outro recorde na venda da coleção de um dos clãs mais célebres de Nova York. Vendida por US$ 80,75 milhões, ou R$ 288 milhões, "Odalisca Deitada com Magnólias" desbancou o maior valor já pago por uma tela do impressionista, que era US$ 41 milhões.
Os lotes que enfrentaram o martelo em Manhattan fazem parte de um acervo avaliado em US$ 1 bilhão, ou R$ 3,57 bilhões, superando os US$ 484 milhões que a coleção do estilista Yves Saint Laurent faturou há quase uma década.

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