Teia de referências
Uma versão havaiana de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, explicita a simpatia de Cornelius pela música popular da terrinha. A faixa entrou em seu novo CD Point, mas não é a única a revelar sotaque tropical no disco, que chega às lojas esta semana em lançamento da Trama.
Cornelius, codinome de Keigo Oyamada, ganhou as paradas alternativas do Ocidente depois de despontar na cena de Shibuya-kei onde bandas locais canibalizavam influências do pop norte-americano para compor pequenas sinfonias cantadas em japonês.
Em 98, virou referência indie com seu aclamado álbum Fantasma. No novo álbum, ele embute samples de sons de águas de rios e cantos de pássaros ao mix de eletrônica, pop e rock. Soa pitoresco, postiço e em algumas passagens até indigesto.





