Para o professor André Oliveira, mostrar aos alunos de forma criativa a aplicabilidade da Geografia faz parte da sua didática desde que se formou. Seus alunos da quinta série no Colégio Marista estão utilizando o recurso do Google Earth, no laboratório de informática, para trabalhar o conteúdo de coordenadas geográficas.
''Procuro utilizar a informática porque é uma linguagem que eles gostam, se interessam, e também aprendo muito com eles. E pelo Google Earth, partimos do conceito do local para ir ampliando a ideia da dimensão, além de trabalhar o conceito de cruzamento de dados, que é o princípio também do GPS'', explica.
Para reforçar a aplicação dos conceitos de latitude e longitude, eles ainda estudam, por exemplo, a definição das rotas aéreas e até a queda do avião da Air France, no ano passado, foi utilizada na pesquisa referindo-se à localização dos destroços em território brasileiro. Agora, com a proximidade da Copa do Mundo, o ensino de fuso horário vai ganhar um incentivo a mais com as dezenas de países participantes.
Há 11 anos trabalhando como operador de projeção no Cine Catuaí, Oliveira também usa o cinema como ferramenta pedagógica. ''Tem muita coisa que dá para ser aproveitada, principalmente quando tenho que abordar temas como migração e furacões'', comenta.
Para a turma da sexta série ele está organizando uma viagem de campo ao Pontal do Paranapanema (SP), na cidade de Teodoro Sampaio, onde fica a Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta. O tema gerador será a água e a visita de dois dias irá abordar o funcionamento interno de uma usina, o que há por trás do acesso à energia elétrica e o impacto ambiental e social para a construção de uma usina.
''Vamos debater também a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, um assunto polêmico da atualidade'', adianta. ''Estou sempre procurando me atualizar. Os alunos já vêm para a sala com muita informação e é necessário muita criatividade e pesquisa para prender a atenção deles e 'não chover no molhado''', complementa. (A.P.N.)

mockup