Técnico de Futsal de Londrina lança seu livro hoje no Iate
A mãe Wilma Santos Santana, professora de educação física da UEL, foi uma das estrelas do basquetebol da cidade. O pai, o advogado Nilton Santana, também bateu a sua bola no futebol de salão londrinense. Por isso, quando nasceu, o garoto Wilton Carlos de Santana, teve várias bolas entre os primeiros presentes que recebeu. E o estímulo para que praticasse esporte, sempre foi uma constante acompanhando o seu crescimento. Aos 12 anos, Wilton começou a jogar futebol de salão, na equipe do Bussadori, que na época tinha um timaço. Aos 12 anos, ele foi campeão mirim estadual. Aos 13 anos, campeão infantil também pelo Bussadori. Aos 14 , mais um título: desta feita, pela equipe infanto. Aos 15 anos, passou a defender o Canadá. E foi campeão juvenil do Paraná. Foi artilheiro do Paraná em 81, 83 e 84. Wilton afirma que seu sucesso deve-se muito ao incentivo do técnico Bolão - José Augusto Luiz - e a Fuzil, o Rosalvo Neves, que foi um craque nos bons tempos do time da Cacique.
Foi seu técnico no Canadá Country Clube. Fuzil hoje faz parte da diretoria do Iate clube. Bolão é técnico do Bussadori até hoje.
No futebol de campo
Wilton sempre foi tido como um craque. Ainda no futebol de salão, defendeu as seleções infantil e juvenil do Paraná, disputando campeonatos brasileiros. Em 85, incentivado pelo profº. Otavinho, que lecionava futebol na UEL (está aposentado, hoje é o supervisor do Coritiba), Wilton passou para o futebol de campo. Pela escolinha da UEL, dirigida pelo profº. Otavinho, Wilton foi convocado para a seleção brasileira infantil de futebol. Em 85 mesmo. E foi selecionado para disputar o Campeonato Mundial na China. O Brasil ficou em terceiro lugar. A Nigéria foi a campeã. Wilton jogava na meia esquerda, pois é canhoto. Nessa seleção estavam alguns craques: André Cruz, Bismark, William e Ivan.
No Flamengo
Logo que voltou da China, Wilton foi convidado a ir para a escolinha do Flamengo. Foi para o juvenil da Gávea. Lá ficou até 87. Em 86, o Flamengo foi campeão carioca de juniores e campeão brasileiro da categoria. Com Wilton, jogava o zagueiro Gonçalves, que anda brilhando no Botafogo do Rio. O ponta era Zinho, que foi campeão brasileiro pelo Palmeiras e agora está no Japão.
Jogou também com Leonardo, Djalminha, Marcelinho Carioca e outros craques. Em 86 ainda, Wilton integrou a seleção carioca de juniores. Todos são cariocas. Menos Wilton, que, aos 18 anos, sempre morando com a família, sentia grande saudades de casa. Foi o fator que determinou a sua decisão de voltar a Londrina.
Na UEL
Quando voltou para casa, Wilton prestou vestibular e ingressou no curso de Educação Física da UEL. E jogou durante dois anos nos juniores do Londrina. Em 88 e 89. Foi uma época em que o Londrina não tinha apoio de empresários para a sua escolinha, que veio depois, com o grupo de Iran Campos, promovendo a Taça Cidade de Londrina. Wilton chegou a disputar a 1ª Taça. Em 91, já na UEL iniciou sua carreira de técnico de futebol de salão, dirigindo os infantis do Canadá. O presidente era Antonio Carlos Panichi. Em 92 e 93, dirigiu o mirim e o infantil da AREL. Foi para o Iate clube em 94, onde está até hoje, cuidando
do mirim ao time principal de adultos.
Seleção de Londrina
É o técnico atual da seleção londrinense de futebol de salão, carreira que assumiu já no ano passado, como auxiliar de Gumercindo Marcantonio. Foram campeões dos Jogos Abertos do Paraná em 95 e vice em 96. E terceiro colocado do Brasil este ano. As cinco maiores revelações do futsal, para Wilton, em sua opinião são Márcio, Fábio e Sérgio, do Iate Clube e Issamu e Luciano Puzzi, do Grêmio Londrinense. Todos jogam no adulto, mas ainda são juvenis. Wilton diz que o Iate clube o apóia sobremaneira. É muito grato ao profº. Dedé, ao ex-comodoro Cidão Andrade e ao atual, Olímpio Gonçalves. Fabricio é seu auxiliar técnico, com 23 anos de idade, e concluindo o curso de Educação Física.
O Livro
Wilton está lançando hoje, às 20h30, no Iate Clube de Londrina, o seu livro Futsal - Metodologia da Participação, que aborda a iniciação da criança nesse esporte. O livro é direcionado a professores e técnicos de futsal, a professores de educação física, aos pais, a dirigentes de clubes e de entidades. A competição entre crianças, os efeitos do treinamento precoce e os fundamentos do futsal, estão entre tantos outros temas que ele trata.
É o primeiro livro editado por um autor paranaense, nessa área. A informação é do presidente da Federação Paranaense de Futsal, Jorge Kudri, que faz a apresentação do livro. Kudri estará hoje em Londrina para o acontecimento.
O livro foi escrito a convite da editora Lido. Quando começou a jogar futebol de salão, os problemas, comenta Wilton, eram os mesmos de hoje: o treinamento e a especialização precoce. Por isso, aceitou a proposta e o livro chega hoje ao público.
Em Cascavel
O técnico Wilton Carlos de Santana foi convidado a falar durante o 1º Seminário para Treinadores e Dirigentes do Futsal, promovido pela Eucatur, em Cascavel, dias 29, 30 e 1º. Falará sobre A Iniciação no Futsal. Além dele, tomarão parte no Seminário, Paulo Mussalen, técnico do Vasco da Gama, de Caxias do Sul, e várias vezes campeão brasileiro e sulamericano, com dois livros publicados e Nelson Zaminelli, gerente de esportes da AABB de Londrina.
Os trabalhos serão realizados no Talara Residence Hotel.
Grandes forças
Wilton estudou muito a história do futebol de salão londrinense e paranaense. Não há mais bobo no futsal. Todos investem e o que cuidar melhor, chegará sempre às decisões de títulos. As seis melhores seleções do Paraná, entre os times principais,estão Cascavel, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Ponta Grossa e Londrina.





