A batida quebrada de grupos como Prodigy e Chemical Brothers virou garantia de pista congestionada. A novidade é que, com o estouro do som eletrônico mais pesado nas casas noturnas, a produção nacional do gênero pegou o vácuo ganhando um belo empurrão.
É dessa cena ainda incipiente, restrita aos porões das grandes capitais, que sai o grupo paulistano X-Action, convidado para levantar a festa ‘‘Rave-O-Lution’’, amanhã à noite no Aeroanta (av. Bento Munhoz da Rocha, 260), em Maringá.
Formado por Luiz e Lucia Alves, o grupo surgiu como um projeto paralelo da dupla, que atua respectivamente como baixista e tecladista da banda Cortina (de metal). Tocando no Cortina, aliás, Luiz foi considerado o terceiro melhor baixista nacional desse ano pela revista especializada Metalhead.
Minicartaz Lucia, por sua vez, foi eleita a segunda melhor em seu instrumento pela Rock Brigade. Com o X-Action, eles desafiam o conservadorismo de muitos músicos e seguidores do metal, que ainda rejeitam o uso da eletrônica nas composições. O grupo colide batidas de techno, dance e industrial.
Atualmente, está em estúdio preparando a gravação do primeiro CD. Além da banda, a noitada inclui discotecagem dos DJs locais Josley B., Adriano Garcia e do londrinense Carlos Baal, além da exibição de um vídeo do Prodigy. Os ingressos antecipados estão à venda a R$ 6,00.
Agora, atentem para o flyer que ilustra esta matéria. Nos grandes centros, essa espécie de microcartaz virou objeto de colecionadores, com gente até tirando uns trocos em cima vendendo-os aos mais fissurados. É o porão e suas manias.

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