O teatro curitibano vive dias de luz. Para o diretor Edson Bueno que está em cartaz com ''Anti-Nelson Rodrigues'', no Espaço Dois, 2001 foi ótimo para a classe, e 2002 promete ser ainda melhor. Somente ele está com três peças engatilhadas para produção: ''O Jardim do Diabo'', adaptação que fará do romance de Luiz Fernando Veríssimo, ''Um Unicórnio no Jardim'', texto de sua lavra, que finalmente chegará ao palco, depois de muita luta para levantar recursos e ''O Corpo'', de Edgard Allan Poe, também com adaptação de Bueno.
''Já tenho dinheiro captado para os três espetáculos'', anuncia. Até metade de janeiro o diretor aproveita para descansar. Aí pelo dia 20 volta refeito ao trabalho - começará os ensaios de ''O Jardim do Diabo'' para estrear em abril. O elenco está sendo montado, e entre os nomes já confirmados estão os de Ranieri Gonzáles, Maíra Weber e Luiz Carlos Pazello.
''Um Unicórnio no Jardim'' está programado para o meio do ano, entre julho e agosto. E para o final do ano ficará ''O Corvo'', que terá o ator Aldice Lopes como protagonista. Com esses projetos na mira, Bueno comemora: ''Este foi um ano muito bacana, mas 2002 será muito louco. Vai ser ótimo''.
A produtora Regina Vogue aponta como o seu projeto mais ambicioso para 2002 a realização de ''O Grande Rei Leão''. O trabalho vem sendo pensado há cinco anos e embora tenha conseguido subsídios, ainda precisa levantar novos patrocínios. O custo da peça está orçado em R$ 300 mil.
A exigente Regina não quer a facilidade de simplesmente colocar máscaras de bichos nos atores. Estes terão que viver os animais, chegando o mais próximo possível dos movimentos e da graça que são características suas. ''Os atores vão se tornar animal'', decreta. Se não conseguir os valores necessários, a peça ficará para 2003, avisa.
Em seus planos está a volta de ''Pluft, o Fantasminha'', de Maria Clara Machado, com direção do filho Maurício Vogue. Esta será a terceira vez que o divertido fantasma sobe ao palco através da companhia de Regina. Também haverá continuidade de ''Aladin'' e ''Menino Rei'', que cumprirá temporada em São Paulo.
Atriz e produtora Silvanah Santos, do grupo Satyros, manterá em cartaz ''Quinhentas Vozes'', premiada com o troféu Gralha Azul como o melhor espetáculo do ano. Silvanah espera descansar por algumas semanas e voltar à ativa, de olho no interior do Estado e uma ambiciosa viagem ao Rio de Janeiro. ''Depois de São Paulo quero levar 'Quinhentas Vozes' ao Rio e para as cidades do interior paranaense. No momento essa é minha expectativa, mas naturalmente outras montagens aparecem pelo caminho. Tenho diversas propostas, mas ainda não posso falar nada. Estão em estudos'', desvia-se a atriz.

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