Um espetáculo teatral vai abrir a primeira noite do Cabaré no Festival Internacional de Londrina (Filo). A atração de hoje, às 21 horas, é o grupo chileno La Pattogalina, que leva ao palco uma versão do filme ‘‘El Húsar de La Muerte’’, de 1925. A obra-prima do diretor Pedro Sienna marcou época ao contar a história de Manuel Rodríguez, herói que no início do século 19 se uniu a camponeses para lutar pela independência chilena.
Mais de 70 anos depois, o La Pattogalina resgatou a obra, fazendo uma evocação ao cinema mudo. Na montagem teatral, o ambiente tenta recriar uma sala de cinema do início do século, com direito a telona e motociclista que chega com o rolo de celulóide para o início da exibição. A tentativa do grupo é provocar a ilusão de um filme em preto e branco. Cenário, figurinos e iluminação reproduzem as aventuras de Rodríguez, em uma versão expressionista da luta pela independência do Chile.
‘‘El Húsar de La Muerte’’ (O Soldado da Morte), na versão teatral do diretor Martin Erazo, destaca outros personagens históricos, como Bernardo O’Higgins e San Martín. Para ele, o espetáculo também é uma forma de questionar e até ridicularizar mitos do Chile. ‘‘Esquecido’’ pela história oficial por se aliar a camponeses pobres e marginais, Manuel Rodríguez foi traído e morto. Mas a autoria do crime somente foi atribuída nessa montagem, o que rendeu polêmica no país. Não é à toa que os oficiais, em especial os militares, não dão muito valor ao papel de Rodríguez.
A montagem do La Pattogalina leva para o palco nove atores e cinco músicos. Sem palavras, a história é acompanhada por uma banda com acordeom, flauta transversal, teclados, bateria, sax, guitarras, baixo e acessórios.
El Húsar de La Muerte – Com o grupo La Pattogalina, do Chile. Direção: Martin Erazo. Elenco: Pato Pimienta, Gloria Salgado, Rodrigo Rojas, Sandra Figueroa, Eduardo Moya, Antonio Sepúlveda, Victória Gonzales, Carla Doorn e Martín Erazo. Músicos: Cecília Canto, Alejandra Muñoz, Dangelo Guerra, Christian Pino e Omar Galindo. Técnicos: Carlos Irarrázabal (som), Luís Reinoso (luz) e Osvaldo López (maquinaria).

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