Teatro de Londrina brilha no exterior
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sábado, 05 de fevereiro de 2011
Nelson Sato <br> Reportagem Local 
A Companhia de Teatro Casa das Fases, de Londrina, viaja mais uma vez para o exterior. O grupo formado por idosos embarca na próxima terça-feira para a Noruega onde participa do festival de artes cênicas ''Rust:Fritt'', que será realizado entre os dias 16 e 18 desse mês na cidade de Porsgrunn.
''Fomos convidados como a única atração internacional do evento '', conta o produtor Fabrício Borges. O encontro é, na verdade, um projeto-piloto viabilizado para tornar-se a primeira edição de um novo festival na Escandinávia.
Embora conte com um elenco de 12 integrantes, a trupe pé-vermelha vai levar nesta quarta viagem para terras estrangeiras apenas as atrizes Jandira Testa e Carmen Mattos, além do próprio Borges e do produtor Rique Bernardi. Lá contarão com a colaboração especial de Luciana Bazzo, ex-atriz do grupo londrinense Plantão Sorriso e que há 7 anos atua no grupo Odin Theatre, da Dinamarca.
''Ela será responsável por organizar toda a logística de nossas atividades, incluindo a montagem dos cenários dos espetáculos'', informa Borges. A programação do grupo prevê a realização de dois workshops e a apresentação das peças ''Para Dores Femininas'' e ''Equal'' ao longo de 15 dias. Os detalhes das atividades podem ser acessados no site www.casadasfases.wordpress.com.
''Vamos ministrar dois workshops, um antes de começar o festival e outro no último dia do evento. O primeiro será realizado numa clínica para reabilitação de homens e mulheres da terceira idade. O segundo será uma demonstração de nossa pesquisa, uma exposição sobre nossa metodologia'', diz.
O produtor conta que o convite para participar do festival surgiu a partir de ''diversos contatos'' feitos com artistas e produtores culturais do mundo inteiro durante uma excursão da companhia à Dinamarca em 2009. Foi dali também que a Cia Casa das Fases recebeu outro convite, desta vez para participar de um festival na Suécia, no mês de setembro.
''Quando retornarmos da Noruega, já vamos nos preparar para a outra turnê'', revela. Segundo ele, os custos das viagens estão sendo viabilizados pelos cachês de apresentações aqui e ali e da economia de recursos repassados pelo Ministério da Cultura (a companhia integra desde 2006 o programa ''Cultura Viva'' do MinC).
''Na verdade, não temos recebido verbas oficiais desde a mudança de Governo na área Federal. Os recursos foram bloqueados nesse período de transição. Não sabemos como vai ficar'', conta. Indefinições à parte, o grupo vai deixando de ser ''apenas'' uma referência nacional no segmento de teatro com idosos para se projetar também no exterior. Em novembro, eles comemoram 25 anos de atividades.


