Quando fechamos uma porta para o passado, deixamos para trás um pouco de nós e, talvez, o que temos vergonha de ver de novo em nossa frente. Com a chave do bom humor ''La Octava Puerta'', espetáculo do grupo cubano Teatro Buendía, que será apresentado segunda e terça-feira, às 21 horas, na Casa de Cultura, dentro da programação do FILO, pretende libertar em cena esses medos.
Apresentada pelo premiado ator José Antonio Alonso, autor do texto em parceria com o dramaturgo Julio Cid, a peça rasga ao meio as convenções sociais, abrindo uma oitava porta, com a mesma força com que os sete exércitos lutaram contra Tebas.
No palco, as máscaras utilizadas por Alonso são como escudos dos personagens que passeiam pela alma do ator. Mais do que recursos cênicos, ajudam a aliviar o que o público não têm coragem de enxergar na natureza humana.
Fundado em 1986, em Havana, pelos atores do Instituto Superior de Arte, o Teatro Buendía desenvolve paralelamente duas linhas de trabalho: a produção de espetáculos e a pesquisa sobre as tradições culturais da América Latina, os meios expressivos do ator e a renovação das linguagens cênicas.
O grupo ainda investiga as relações entre a música, a dança, interpretação e a formulação de novas formas de escritura cênica e dramaturgia, conquistando prestígio internacional em diversos festivais no mundo.(F.L.)

Serviço:
- Espetáculo ''La Octava Puerta'', Teatro Buendía, de Cuba. Amanhã e terça-feira, às 21 horas, na Casa de Cultura (Rua Mato Grosso, 537). Texto: José Antonio Alonso e Julio Cid. Direção Artística: José Antonio Alonso e Jorge Luiz García. Direção Geral: Flora Lauten. Cenografia e figurino: Raúl Martins. Desenho de luz: Nicolas Nava e Pablo Guevara. Som: Adrian Torres. Duração: 60 minutos.

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