Teatro brasileiro perde Sergio Britto
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Gustavo Fioratti <br> Folhapress 
São Paulo - Além de Joãosinho Trinta, a cultura brasileira sofreu outra grande perda no fim de semana, com a morte do ator e diretor Sergio Britto, 88 anos. Ele estava internado no hospital Copa D'Or, no Rio, havia cerca de um mês, por problemas cardiorrespiratórios.
Britto foi artista importante dentro do movimento de modernização do teatro nacional impulsionado, nos anos 40 e 50, em parte pelos profissionais ligados ao Teatro Brasileiro de Comédia. Também teve participação de destaque nas primeiras montagens do Teatro de Arena, em São Paulo.
Foi no TBC que Britto conheceu os atores Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Ítalo Rossi, com quem fundou em 1959 a companhia Teatro dos Sete, uma das mais importantes daquela geração. O grupo fez montagens de destaque a partir de 1960. Estreou com ''O Mambembe'', de Artur Azevedo e José Piza. Antes mesmo da dissolução do grupo, em 1967, Britto fez produções independentes, uma delas ao lado da atriz Nathália Timberg.
Desvinculado do Teatro dos Sete, Britto consolidou uma carreira de brilhantismo, somando mais de 90 peças durante sua trajetória, como diretor ou como ator. Ao lado de Walter Scholiers, dirigiu Renata Sorrah em ''Afinal... Uma Mulher de Negócios'', de Reiner Fassbinder (1977), interpretou o protagonista de ''Rei Lear'', de William Shakespeare, com direção de Celso Nunes (1983) e assistiu ao início da carreira de Gerald Thomas, atuando em ''Quatro Vezes Beckett'' (1984), uma de suas primeiras montagens no país.
Britto também fez passagens pelo cinema e pela televisão. Desde 2001, ele comandava um programa ''Arte com Sergio Britto'', exibido pela TV Brasil.


