TEATRO A capital do grande palco
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sábado, 15 de março de 2003
Katia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
Curitiba Leia com atenção. Pesquise. Analise. Arrisque. Com tantas atrações, todo cuidado é pouco na hora de escolher entre as cerca de 200 peças que vão integrar a 12 edição do Festival de Teatro de Curitiba (FTC), que começa na próxima quinta-feira. Só a Mostra de Teatro Contemporâneo traz 18 atrações, o restante fica por conta do Fringe, a polêmica mostra paralela que vem aumentando a cada edição o número de espetáculos.
''O Auto da Paixão e da Alegria'', do grupo paulista Fraternal Companhia de Artes e Malas Artes, vai marcar a abertura da edição, no Ópera de Arame. A maratona começa na sexta-feira em todos os espaços oficiais de teatro da cidade e ainda outros alternativos. São cerca de cinco atrações por dia na mostra oficial e dezenas de apresentações diárias na mostra paralela.
Contrariando a idéia inicial do festival, de trazer só espetáculos inéditos para a Mostra Contemporânea, este ano apenas seis espetáculos estréiam na mostra principal: ''A Força do Hábito'', da companhia gaúcha de Luciano Alabarse e Grupo Falos & Stercus; ''As Nuvens e/ou um Deus Chamado Dinheiro'', da ótima Parlapatões, Patifes e Paspalhões, de São Paulo; ''Filosofia na Alcova'', dos Satyros, companhia curitibana, mas que traz elenco de São Paulo para o espetáculo; ''João and Maria'', da Cia. Senhas de Teatro, único grupo curitibano a participar da mostra oficial do evento e ''Mire Veja'', da Companhia do Feijão, de São Paulo.
No Fringe, são 60 novas peças na agenda. ''Nós estamos mantendo um equilíbrio entre estréias e peças que estão em temporada em outros estados, mas que não viriam normalmente para a cidade. E se viessem, não seria com um preço tão acessível'', argumenta o empresário Victor Aronis, da Calvin Entretenimento, empresa promotora do festival.
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