A tolice é universal, como os direitos reclamados no mito Antígona, que o grupo Teatro del Bardo, da Argentina, emprestou de Sófocles (496-405 a.C.) para amparar o monólogo - atração de hoje, às 21 horas, na Usina Cultural (Avenida Duque de Caxias, 4159), na programação do 38º Festival Internacional de Londrina (FILO).
A peça ''Antígona, la necia'' integra o projeto Corredores Culturais do Mercosul, da Fundação Teatro Guaíra, através do qual espetáculos da América Latina circulam por várias cidades paranaenses.
O mito narra a trajetória de uma mulher que deseja enterrar o irmão, Polinices, morto por Argos. Antígona esbarra no poder de Creonte, rei que proíbe o enterro. Por acreditar que existe uma lei divina e universal superior ao poder do soberano, Antígona desobedece à proibição, sendo presa e conduzida a uma caverna, que lhe servirá de sepultura ainda em vida.
A tragédia de Sófocles inspirou outros escritores, que abordam o mito, como Jean Anohuil e Brecht. A atriz argentina Valeria Folini se inspirou nessas obras para criar ''Antígona, la necia'' (Antígona, a tola). O espetáculo faz parte da trilogia grega do grupo, onde os direitos se confundem com as tolices. A direção é de Gustavo Bendersky. O del Bardo é um grupo independente, que trabalha com a construção de espetáculos e a investigação teatral, desenvolvendo atividades em vários países da América Latina, Espanha e Itália.

FICHA TÉCNICA
Autora: Valéria Folini
Direção: Gustavo Bendersky
Elenco: Valéria Folini
Duração: 45 minutos

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