Curitiba Tente nomear a cor do céu no final da tarde ou aquilo que sentiu quando seu primeiro amor te abandonou. Se não conseguir, não se sinta frustrado. Há muitas coisas impossíveis de definir em palavras. E é esse universo que a Cia. Teatro Autônomo aborda em seus espetáculos. A companhia carioca apresenta hoje, em Curitiba, o espetáculo ''Uma coisa que não tem nome (e que se perdeu)'', peça de repertório do grupo que comemora 15 anos de estrada. A montagem integra a última etapa do Circuito Nacional Sesc de Teatro e Dança Palco Giratório, em 2004.
Dirigido por Jefferson Miranda, a peça tem como ponto de partida o romance inglês ''Jane Eyre'', de Charlotte Brontu, e apresenta um estudo que constitui o referencial de questões estéticas desenvolvidas pelo grupo. Criada em 1989, a Cia. do Teatro Autônomo aposta no processo de improviso para criar as cenas dos seus espetáculos. No elenco, Bruce Gomlewski, Malu Galli, Mariana Ferman, Miwa Yanagizawa e Otto Jr. A dramaturgia é de Flavio Graff e a cenografia é assinada por Fernando Mello da Costa
São quase uma dezena de espetáculos que integram o repertório do grupo. ''Uma coisa que não tem nome (e que se perdeu)'' é um dos mais recentes, precedido por ''Deve haver algum sentido em mim que basta', ainda inédito no Paraná. A encenação de''Deve haver algum sentido...'', bem como a representação das peças de repertório do grupo, fazem parte das comemorações dos 15 anos do Autônomo, marcadas também pelo lançamento de um livro ilustrado, com textos assinados pelo pesquisador Sebastião Milaré e pelo crítico de teatro Alberto Guzik.
Depois da apresentação no SESC da Esquina, em Curitiba, o espetáculo segue para Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Jacarezinho, Toledo, Umuarama e Paranavaí, encerrando a participação no Paraná no próximo dia 11 de novembro, em Francisco Beltrão.

Serviço:
- Espetáculo ''Uma coisa que não tem nome (e que se perdeu)''. Hoje, às 20 horas, no Sesc da Esquina, em Curitiba. Ingressos a R$ 8,00 e R$ 4,00. Outras informações: (41) 322.6500.

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