Curitiba - A falta de critério na seleção dos espetáculos, principalmente do Fringe, voltou a ser a principal reclamação do público do Festival de Teatro de Curitiba este ano. A 14 edição do evento que começou no último dia 17 e encerra hoje despertou algumas queixas e dúvidas do público entrevistado pela Folha ao longo do festival. O preço do ingresso, que teve aumento de 20% este ano, também foi questionado. A alta, no entanto, parece não ter influenciado a presença do público. Um balanço parcial divulgado pela organização do FTC aponta que 110 mil pessoas assistiram aos espetáculos e eventos paralelos do festival, 70% desse montante como público pagante. O número é o mesmo registrado no ano passado.
A advogada Edelise Scharam acompanha o festival desde 1999 e costuma comprar os ingressos com antecedência. Neste ano, no entanto, ela conta que teve dificuldade em escolher os espetáculos, tanto do Fringe como da Mostra Contemporânea. ''Eu geralmente seleciono pela tema ou pela direção, mas acho que falta uma organização maior dessas montagens. Talvez elas devessem ser selecionadas por temas para facilitar a escolha'', sugere. Ela revela que deixou de ver muitos espetáculos por conta do excesso de opção. ''Como tinha muita coisa, resolvi não arriscar''. Da mostra oficial, ela assistiu a ''Arena Conta Danton'' e ''Foi Carmem'', de Antunes Filho e diz que gostou apenas da primeira, dirigida por Cibele Forjaz.
Edelise questiona, no entanto, a ausência de ''grandes diretores brasileiros'' no festival. ''Queria saber por que Denise Stoklos e outros expoentes não estão vindo ao evento. Será que o festival não está sendo atrativo para eles?'', pergunta.
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